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Verdes propõem medidas de reforço à proteção do Lobo Ibérico em Portugal

Numa iniciativa parlamentar o PEV entregou na Assembleia da República um Projeto de Resolução onde recomenda ao Governo que conclua e publique o novo censo nacional do lobo, atualizando os dados de 2003 incluindo estudos genéticos das populações

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O Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), quer novas medidas para reforçar a proteção do Lobo Ibérico, espécie circunscrita a algumas áreas do Norte e do Centro do país, conta na atualidade com cerca de três centenas de indivíduos que continuam sujeitos a várias ameaças que vão desde a perseguição, abate, envenenamento, atropelamento e isolamento populacional.

No nosso país, o lobo é a única espécie da fauna selvagem a gozar de um regime específico de proteção legal, através da Lei 88/90, que resultou de uma iniciativa parlamentar de Os Verdes e que foi posteriormente complementada pelo Decreto-Lei n.º 54/2016, de 25 de agosto e pelo Despacho n.º 9727/2017 dos Gabinetes dos Ministros do Ambiente e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural que aprova o Plano de Ação para a Conservação do Lobo-Ibérico (PACLobo), em Portugal. Mas o PEV pretende um maior grau de proteção para que o lobo volte a ocupar todas as regiões do país.

Numa iniciativa parlamentar o PEV entregou na Assembleia da República um Projeto de Resolução onde recomenda ao Governo que conclua e publique o novo censo nacional do lobo, atualizando os dados de 2003 incluindo estudos genéticos das populações, o conhecimento sobre a área de distribuição, o número de alcateias e o efetivo populacional, bem como a avaliação das tendências destes parâmetros.

Os verdes também pretendem que se amplie, com base nos resultados do novo censo do lobo, a área de incidência do PACLobo a todo o território nacional continental, de modo a determinar tendências populacionais e avaliar a sua possível expansão natural para regiões que já ocupou no passado.

As recomendações do PEV passam ainda pela possibilidade de legislar no sentido de não ser permitido, nos atuais territórios do lobo e nas previsíveis zonas de expansão, a alteração substancial do uso do solo, nomeadamente o desenvolvimento de projetos que contribuam para a fragmentação acentuada de habitat, que ponham em causa a circulação e o contacto entre os indivíduos das diversas populações de lobo ibérico, evitando assim o isolamento, como é o caso de grandes vias de comunicação rodo e ferroviárias.

Segundo o PEV deve-se proceder, nas zonas de maior conflito entre o lobo e criadores de gado, à definição de zonas de refúgio para as presas naturais do lobo, como sejam o javali, o veado e o corço, e desenvolva campanhas de reforço populacional das mesmas, assegurando ao mesmo tempo programas de monitorização destas espécies no restante território do país.

Os verdes apelam ainda para o reforço do quadro de pessoal do ICNF, incluindo Vigilantes da Natureza e quadros técnicos, e à sua formação no sentido de melhor acompanhar a questão do Lobo e ao mesmo tempo reforce a aquisição de equipamento e material de campo.

As recomendações do partido apelam também para a necessidade de realizarde um censo detalhado de cães assilvestrados e matilhas de cães assilvestrados acompanhado de um programa, junto com as Autarquias, que efetue o controlo, recolha, esterilização e possível confinamento dessas populações, principalmente nas zonas do lobo.
Por último, o PEV pede que se promovam ações de cooperação conjuntas com Espanha tendo em vista a preservação do habitat e da espécie.

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Fonte desta notícia: Nota de Imprensa PEV

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