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Velha metodologia

De resto, foi o que se passou com o surgimento, pela defesa de Teller, da bomba termonuclear: ou os Estados Unidos a realizavam, ou outros o fariam primeiro.

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Todos recordamos o surgimento do COVID-19, exatamente em Wuhan, na República Popular da China. Um acontecimento bastante inesperado, e que, de pronto, começou a ser atribuído ao modo de vida de certas populações chinesas.

Ao tempo, Donald Trump liderava os Estados Unidos, o que levou a Organização Mundial de Saúde a mostrar-se muito prudente, como se se justificasse esperar por dados mais garantidos. Sem estranheza – para mim, claro –, mal Joe Biden foi dado como vencedor das eleições, de pronto nos foi possível ver uma mudança de posição da Organização Mundial de Saúde, passando, então, a pedir, e com forte insistência, que lhe fosse concedido acesso ao local do surto, como por igual aos dados disponíveis pelas autoridades chinesas.

Soube-se, logo desde o início, que os Jogos Militares Mundiais se haviam realizado, precisamente, em Wuhan e uns meses antes. Neste facto as autoridades chinesas suportaram a sua ideia de que o vírus fora introduzido na China por um qualquer militar norte-americano. Circunstancial ou propositadamente. Tomei sempre como base do meu pensamento sobre o tema o facto de ter o vírus entrado na China através de um militar norte-americano, mas intencionalmente, sob a supervisão de autoridades norte-americanas.

Como é sabido, em dado momento, António Guterres chegou a defender o fim das armas nucleares, incluindo a sua posse. Por sorte, temos hoje aí o filme OPPENHEIMER, por onde se pode perceber que o problema que levou à sua criação, tal como, mais tarde, à da bomba termonuclear, acabaria sempre por impor-se: quando se percebeu o que dali poderia vir, tudo passou a ficar dependente do tempo, porque sempre tais bombas viriam a ser construídas. É um tema a que se pode aplicar o velho ditado popular, a cuja luz o que tem de ser, tem muita força.

Hoje, como facilmente se pode depreender, ninguém alguma vez se determinará a materializar a ideia de Guterres, porque não se acredita que os outros continuem a não as manter, ou mesmo aperfeiçoar. Tiveram de ser criadas por se perceber a possibilidade, a prazo curto, de virem a surgir, e não podem deixar de existir por se desconfiar sempre de tudo o que provém dos humanos pecadores. De resto, foi o que se passou com o surgimento, pela defesa de Teller, da bomba termonuclear: ou os Estados Unidos a realizavam, ou outros o fariam primeiro.

O mesmo teve, claro está, de passar-se com as armas biológicas: conseguiu-se um tratado com vista a proibir a sua utilização e, ao que creio, a pesquisa ao seu redor. Simplesmente, este tipo de tratado não pode ser aferido por partes terceiras, nacionais ou internacionais, pelo que sempre acabará por ter lugar o raciocínio que levou à criação das bombas nuclear e termonuclear. De um modo simples: tem de ter lugar, desde que o tema surgiu, a pesquisa sobre armas biológicas. Ou melhor: sobre aspetos que podem servir-lhes de base.

Ora, muito recentemente, surgiram no The Times, no New York Post, bem como noutros jornais norte-americanos, notícias de que os Estados Unidos estarão a violar o tal tratado sobre armas biológicas. Bom, para mim é um dado certo, porque traduz, precisamente, a realidade que antes referi ao redor das bombas nuclear e termonuclear. No fundo, é um fenómeno semelhante ao dos riscos da Inteligência Artificial: comporta riscos, mas tem que seguir em frente, ou outros irão por aí.

Na sequência das revelações daquelas publicações norte-americanas, o general que lidera as Tropas de Defesa Radiológica, Química e Biológica das Forças Armadas da Federação Russa veio dar a conhecer que os laboratórios da Marinha dos Estados Unidos estão envolvidos na deteção de doenças de importância militar, e tudo suportado também em documentação encontrada na sequência do início da invasão da Ucrânia. E explica que a unidade de guerra biológica da Marinha tem como principal tarefa estudar, monitorizar e detetar doenças com importância militar. Um dado absolutamente natural, mormente com vista à sua própria defesa. Simplesmente, a fronteira entre a defesa e o ataque, mormente neste domínio quase invisível, é difícil de ser percebida. O que tem é de partir-se da hipótese pessimista: ou a fazemos nós, ou outros a farão.

O referido general aponta diversos Estados do Mundo onde têm lugar os estudos em causa, sendo um deles a Ucrânia, embora não já hoje. E muitos se recordarão da aflição de Victoria Nuland logo ao início da invasão russa, precisamente ao redor dos tais laboratórios ali presentes por parte dos Estados Unidos. Existindo também laboratórios destes nos Estados Unidos, o facto de muitos estarem sediados em Estados diversos acarreta vantagens no plano jurídico internacional, um pouco como os crimes de Guantánamo.

Mostra tudo isto esta realidade simples: o trabalho no domínio das armas biológicas continua vivo, mormente nos Estados Unidos, embora, formalmente, nada exista. E quem diz Estados Unidos, diz China, Rússia, Reino Unido, França ou Israel: se podem vir a ser criadas tais armas, há que criá-las antes que outros o façam. E já reparou o leitor que ninguém aborda este tema, muito mais insidioso que o das armas nucleares ou químicas…?

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