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UTAD: “Territory Talks” debatem escassez de água

Será que vai faltar água para abastecimento público no interior e no sul do País? Como será afetada a gestão partilhada dos rios ibéricos transfronteiriços?

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A 25 de outubro, o impacto e as consequências da escassez de água vão estar no cerne de mais uma sessão das “Territory Talks – Conversas sobre o(s) Futuro(s) do(s) Território(s)”, cujo convidado será Rodrigo Proença de Oliveira, especialista que colabora na Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas.

Face a um ano hídrico (2021/22) excecionalmente seco na Europa, com forte impacto na Península Ibérica, e numa altura em que os bombeiros continuam a levar água às populações das regiões portuguesas mais afetadas pela seca (nomeadamente Bragança, Vila Real e Viseu), é pertinente questionar se “o pior ainda está para vir”. A situação de seca meteorológica e a falta de água, em grande parte provocadas pelas alterações climáticas, são já um problema que ameaça o futuro do planeta. Prevê-se que a propensão para secas e escassez de água em Portugal aumente exponencialmente até 2050. É por isso que o especialista na área da hidrologia e da gestão de recursos hídricos, Rodrigo Proença de Oliveira, vai trazer à discussão os efeitos e as consequências nos diferentes territórios, nos padrões de ocupação e uso do solo, nos modelos de povoamento e nos sistemas de produção agrícola.

Será que vai faltar água para abastecimento público no interior e no sul do País? Como será afetada a gestão partilhada dos rios ibéricos transfronteiriços? Os cursos de água vão ficar cada vez mais intermitentes? Haverá água para as culturas intensivas? Os riscos de poluição e contaminação dos cursos de água vão aumentar? A sobrevivência de muitos ecossistemas e a preservação da biodiversidade estão ameaçados pela falta de água? Estes são alguns dos cenários que, a partir das 18h, serão equacionados no webinar “Água e Territórios em 2050: o pior está para vir?”

Moderada pelos investigadores do Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento (CETRAD), Luís Ramos e Lívia Madureira, a próxima sessão “Territory Talks” terá transmissão em streaming e a participação é gratuita.
“Territory Talks – Conversas sobre o(s) Futuro(s) do(s) Território(s)” até 2023 Organizadas no âmbito do 20º aniversário do Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento (CETRAD), as “Territory Talks – Conversas sobre o(s) Futuro(s) do(s) Território(s)” procuram traçar uma visão prospetiva dos territórios, pela voz de um conjunto de especialistas.

Até meados de 2023, as “Territory Talks – Conversas sobre o(s) Futuro(s) do(s) Território(s)” vão contribuir para (re)pensar o lugar que os territórios podem e devem ocupar na construção de um cenário prospetivo, desejável e possível para Portugal, à luz dos grandes desafios societais, ambientais e tecnológicos do século XXI (a crise climática e a transição energética, o uso eficiente de recursos e a conservação da biodiversidade, a crise demográfica e a renovação geracional, a transformação digital da sociedade e da economia, a reconfiguração do modelo de globalização e a reindustrialização, os novos modelos para o trabalho e para a mobilidade dos indivíduos e das empresas, a crise da democracia, entre outros). A próxima sessão será dedicada ao futuro da agricultura e da alimentação.

Nota biográfica de Rodrigo Proença de Oliveira
O convidado da próxima sessão do ciclo “Territory Talks – Conversas sobre o(s) Futuro(s) do(s) Território(s)” é professor e investigador no Instituto Superior Técnico (Universidade de Lisboa) e consultor da área de ambiente e recursos hídricos na Bluefocus.

Formado em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico e doutorado em Engenharia Civil e do Ambiente pela Cornell University, Rodrigo Proença de Oliveira desenvolve a sua atividade na área da hidrologia e da gestão de recursos hídricos, tendo participado num grande número de projetos nestes domínios, nomeadamente em Portugal, Brasil, Cabo Verde e Moçambique.

Há mais de 35 anos que estuda e investiga os desafios colocados pelas alterações climáticas, tendo sido coautor do capítulo dedicado aos recursos hídricos nos primeiros projetos sobre os impactos das alterações climáticas em Portugal desenvolvidos no início dos anos 2000 (projetos SIAM). Foi coordenador do projeto “Avaliação das disponibilidades hídricas atuais e futuras e aplicação do índice de escassez WEI+”, realizado para a Agência Portuguesa do Ambiente pelas empresas Nemus, Bluefocus e Hidromod.

Atualmente, integra o painel científico da Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas e assume, ainda, funções de secretário do Conselho da Região Hidrográfica do Tejo e do Oeste.

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Fonte desta notícia: UTAD

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