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Tecnologia inteligente vai proteger infraestruturas críticas em eventos extremos

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As universidades do Minho e de Coimbra associaram-se à empresa PH Informática para criar um sistema inteligente de proteção e gestão de infraestruturas críticas urbanas perante eventos extremos, como cheias, fogos, sismos, atentados e acidentes industriais ou nucleares. O objetivo é salvaguardar sistemas de saúde, de energia, de transporte, de telecomunicações e de distribuição, entre outros, procurando minimizar perdas humanas e materiais, tensões e gastos acrescidos em todo o mundo. O projeto designa-se InfraCrit, está em testes em Guimarães e Gaia, tem a parceria da Autoridade Nacional de Proteção Civil e conta até setembro com 725 mil euros, sendo cofinanciado pelo Portugal 2020/FEDER.

“Esta inovação vai gerir infraestruturas-chave segundo índices de criticidade, evolução temporal e avaliação dos impactos, além de simular sinistros graves de origem natural ou humana, permitindo estabelecer agilmente medidas de previsão, mitigação, atuação e aumento de redundância naquelas infraestruturas”, descreve José Campos e Matos, professor da Escola de Engenharia da Universidade do Minho e investigador do Instituto de Sustentabilidade e Inovação em Engenharia de Estruturas (ISISE). O consórcio iniciou o trabalho em 2019 com a conceção da arquitetura da plataforma, seguiu-se a integração de módulos para os diferentes eventos extremos, incluindo contextos ciberfísicos, e agora decorre a fase-piloto de validação nas cidades de Guimarães e Gaia, devido à sua vulnerabilidade a incêndios e a cheias, respetivamente.

Campos e Matos salienta que o bem-estar de uma sociedade é, em grande medida, reflexo do melhor ou pior desempenho das suas infraestruturas críticas nos diversos setores de atividade: “Em geral, ainda não é possível protegermos de forma eficiente, colaborativa e sistemática estas infraestruturas face a uma possível intempérie ou catástrofe, mas estamos a fazer esse caminho”. O efeito desta nova tecnologia não é o incremento de faturação que pode induzir noutras empresas ou fornecedores de serviços, mas antes a redução de custos e prejuízos resultantes da gestão eficaz de antecipação e prevenção, realça.

“A destruição parcial ou total de infraestruturas resulta na maioria dos casos na perda de vidas humanas, a pior consequência de um incidente, mas também em prejuízos materiais, desde redes de transporte (aéreos, rodoviários, ferroviários e marítimos), de energia (elétrica, eólica, hídrica, refinarias, centrais nucleares), de tecnologia (internet, centros informáticos, software) ou sociais (edifícios culturais, comerciais, desportivos, financeiros), gerando assim tensões sociais e mais despesa para o Estado e os privados”, clarifica José Campos e Matos. O InfraCrit traz, por isso, externalidades positivas e criação de valor para as entidades que utilizarem essa ferramenta, sublinha.

Este projeto científico envolve o Departamento de Investigação & Inovação da PH Informática e Microssistemas, o Grupo de Estruturas Históricas e de Alvenaria do ISISE-UMinho e o Grupo de Engenharia de Software e Sistemas do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra.

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Fonte desta notícia: Universidade do Minho

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