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Teatro de Vila Real revela resultados do concurso de apoio a projetos emergentes nas artes performativas

A candidatura vencedora tem como título provisório “O Carteiro da Carteira” e é um projecto de teatro da vila-realense Joana Silva Ferrajão, licenciada em Estudos Artísticos pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde frequenta o Mestrado de Literatura de Língua Portuguesa.

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O Teatro de Vila Real lançou em 2023 um concurso de apoio a projectos emergentes nas artes performativas, destinado a criadores locais, o qual teve sete candidaturas em diferentes disciplinas.

A candidatura vencedora tem como título provisório “O Carteiro da Carteira” e é um projecto de teatro da vila-realense Joana Silva Ferrajão, licenciada em Estudos Artísticos pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde frequenta o Mestrado de Literatura de Língua Portuguesa.

Nascida em 2001, Joana Ferrajão começou a trabalhar na área do teatro com Ángel Fragua e Mara Correia, enquanto atriz e dramaturga. Participou em espetáculos das estruturas artísticas Marionet Teatro, Cultural Apura, Ponto Associação, Teatro Pirata e Visões Úteis. Editou o livro “À Luz dos Pirilampos” (Poética Edições, 2021) e participou com textos em diversas publicações. Entre setembro de 2023 e julho de 2025, assumiu, até 2025, a direção da segunda edição dos projetos de investigação e transferência de conhecimento REENACT NOW e Fogo de Campo da companhia Visões Úteis.

“O Carteiro da Carteira” parte dos registos escritos autobiográficos do carteiro vila-realense Agostinho Dias e de um conjunto de entrevistas e de pesquisa em torno da profissão do carteiro e da sua atividade associativa. Esta produção teatral procura dar voz àqueles trabalhadores e pensar o seu papel de um ponto de vista político e sociológico. É um projeto que tem profundas raízes na história e nas pessoas da região.

Destinado a projectos nas áreas do teatro, da dança, do novo circo, da música, do cinema, da videoarte ou dos cruzamentos multidisciplinares, este concurso, com um prémio de seis mil euros, estabeleceu como objectivos estimular a criação artística e o surgimento de novos talentos, contribuindo assim para a renovação, a diversidade e a qualidade da criação e da oferta artística no concelho de Vila Real, procurando em simultâneo ajudar a criar um contexto favorável à fixação de artistas no concelho, incentivar o diálogo da criação artística local com a criação contemporânea nacional e internacional e estimular uma maior participação comunitária na cena artística e cultural do concelho.

O júri foi constituído por José Luís Ferreira (assessor de direcção da Fundação da Casa de Mateus, antigo director do Teatro São Luís e antigo director do Departamento de Relações Internacionais do TNSJ), João Luís Sequeira (director do Espaço Miguel Torga, antigo chefe de divisão da Divisão de Promoção e Dinamização Cultural da Direcção Regional da Cultura do Norte) e Rui Araújo, director artístico do Teatro Municipal de Vila Real e ex-presidente da direcção da Espaço Público – Associação Profissional de Programadores Culturais).

Por sugestão do júri, o Teatro de Vila Real decidiu ainda apoiar o projecto, “Visões D’Encanto”, uma peça de Reinaldo Fonseca baseada na dramatização e poemas, sustentada na interpretação, em peças musicais e no canto, com a participação de vários intérpretes vila-realenses.

A apresentação pública dos projectos ocorrerá nos palcos do Teatro de Vila Real no último trimestre de 2024.

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Fonte desta notícia: Teatro de Vila Real