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Quintanilha Rock regressa com entrada livre

No arranque do festival marcado para sexta-feira, o talentoso músico brigantino Igor Ferreira, apresenta-se ao piano na Igreja Matriz de Quintanilha. O mesmo espaço é palco do projeto de comunidade “De Mãos Dadas”, no qual os habitantes locais foram desafiados a criar poemas alusivos ao quotidiano da aldeia nestes últimos anos marcados pela pandemia de Covid19.

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Após um hiato de dois anos devido à pandemia de Covid-19, o Festival Quintanilha Rock volta a agitar o quotidiano da aldeia fronteiriça de Quintanilha, em Bragança. Durante dois dias, entre 15 e 16 de julho, o festival que conta já com vinte e um anos de existência, apresenta uma programação de caráter transdisciplinar onde cabe a música, a performance, a fotografia, a literatura, a gastronomia, o pensamento e o ambiente.

O Quintanilha Rock 2022 mantém a matriz dos últimos anos mas é marcado por duas importantes mudanças. Por um lado, o festival volta a ser de entrada livre, num esforço por tornar o evento acessível à maioria das pessoas, por outro lado, o festival deixa o Parque do Colado para ter lugar na Escola Básica de Quintanilha”, afirma Filipe Afonso, presidente da ArtiColado, associação responsável pela organização do Quintanilha Rock 2022.

No arranque do festival marcado para sexta-feira, o talentoso músico brigantino Igor Ferreira, apresenta-se ao piano na Igreja Matriz de Quintanilha. O mesmo espaço é palco do projeto de comunidade “De Mãos Dadas”, no qual os habitantes locais foram desafiados a criar poemas alusivos ao quotidiano da aldeia nestes últimos anos marcados pela pandemia de Covid19. Os poemas farão parte de uma performance embalada pelo experimentalismo dos acordes improvisados da guitarra de Cristiano Ramos e da voz de Leonor Afonso. O primeiro dia fica completo com os concertos no palco principal de Omie Wise, Dan’s Revival, Atomic Megalodon e com o DJ set de Mister Teaser.

No sábado, o cantar dos galos convida os festivaleiros a madrugar e a por os pés ao caminho em “Andamento Natural”, um percurso pedestre no espaço idílico que rodeia a aldeia de Quintanilha e que culmina com um concerto de Caio, cantautor com uma sonoridade folk influenciada por artistas como José González. Retemperadas as forças com o almoço, a tarde é dedicada aos mais novos e às famílias. Entre artes plásticas e muitas brincadeiras terá lugar um concerto da artista chilena Violetani.

O projeto Movicantabebé irá também apresentar “Movicantamaria”, um espetáculo que inclui músicas dos Odores de Maria, banda brigantina que marcou uma geração. No final da tarde, o público de todas as idades é convidado a dançar ao ritmo do melhor pop-rock português das décadas de 60, 70, 80 e 90 com “O Arraial Intemporal do Pop-Rock Nacional”. Com o cair da noite, o som das guitarras, da bateria e dos sintetizadores convocam todos os presentes ao palco principal onde Electric Man, O Incrível Homem Bomba e Gator The Alligator mostram a qualidade e a irreverência da música independente feita em Portugal.

O antigo ginásio da escola recebe “Longa Exposição ao Amor”, uma mostra do trabalho daqueles cujas lentes têm captado a essência do festival nos últimos anos. À mesa discute-se o futuro dos festivais de música na região em “Festivais à Transmontana”. A gastronomia tradicional e o incontornável “galo no pote” têm também um lugar de destaque na edição de 2022 do Quintanilha Rock.

Os últimos anos deixaram numa situação de enorme vulnerabilidade muitos agentes da cultura, e nós não somos exceção. O nosso objetivo foi evitar colocar um ponto final nesta bonita história de amor que é o Quintanilha Rock, felizmente contamos com o apoio de inúmeras organizações públicas e privadas que tornaram esta edição possível”, conclui Filipe Afonso.

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Fonte desta notícia: Quintanilha Rock

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