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Projeto de investigação da Universidade de Aveiro recebe 300 mil euros para estudar o Vale do Côa

Os objectivos subjacentes a este projecto de investigação científica pretendem “determinar o papel direto e/ou indireto dos ungulados na atenuação ou intensificação das alterações na riqueza e diversidade das espécies face a cenários de perturbações ambientais como, por exemplo, o aquecimento global, e prever o impacto dos ungulados nos processos ecológicos e funcionais do solo, onde se enquadram análises da atividade microbiana e dos ciclos biogeoquímicos”.

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Chama-se “rWILD-COA” o projecto de investigação da Universidade de Aveiro que vai receber 300 mil euros para estudar o Vale do Côa. O apoio vem da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), no âmbito do Programa Internacional de Investigação sobre o Vale do Côa e resultam de uma candidatura intitulada “Vale do Côa Internacional Research Awards”, que no total deverá encaixar dois milhões de euros para serem aplicados no Vale do Côa em projetos de investigação científica.

O “rWILD-COA” (Ecological challenges and opportunities of trophic rewilding in Côa Valley), conta com uma equipa multidisciplinar e internacional composta por João Carvalho (Investigador Responsável), Rita T. Torres, Rui Morgado, Susana Loureiro e Carlos Fonseca, todos membros do Departamento de Biologia & CESAM / Universidade de Aveiro, Associação Rewilding Iberia, Associação Transumância e Natureza, Universidad Politécnica de Madrid e Universitat Autónoma de Barcelona, refere uma nota informativa publicada no site da Universidade de Aveiro.

Segundo a fonte citada, o “rWILD-COA vai utilizar o Vale do Côa como um laboratório natural, onde será testado e quantificado o papel dos ungulados como ‘engenheiros de ecossistemas’. O projeto rWILD-COA fornecerá o conhecimento necessário à implementação de ecossistemas autossustentáveis, integrando valências de várias disciplinas”.

Os objectivos subjacentes a este projecto de investigação científica centram-se na determinação “do papel direto e/ou indireto dos ungulados na atenuação ou intensificação das alterações na riqueza e diversidade das espécies face a cenários de perturbações ambientais como, por exemplo, o aquecimento global, e prever o impacto dos ungulados nos processos ecológicos e funcionais do solo, onde se enquadram análises da atividade microbiana e dos ciclos biogeoquímicos”.

O projeto pretende ainda estudar e perceber como estas atividades “influenciam a estrutura da vegetação e a comunidade de invertebrados através da mediação do ciclo de nutrientes, avaliar os efeitos da pastorícia extensiva e intensiva na mitigação do risco de incêndio e analisar os efeitos da competição por recursos na qualidade da dieta e parâmetros fisiológicos dos animais reintroduzidos”.

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Fonte desta notícia: Universidade de Aveiro
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