Informativo Digital de Trás-os-Montes e Alto Douro

Professor da UTAD é um dos autores do relatório das Nações Unidas

Com as mudanças climáticas incêndios florestais são uma ameaça à escala global

179

Publicidade

As mudanças climáticas e as mudanças no uso da terra tornarão os incêndios florestais mais frequentes e intensos, com um aumento global de incêndios extremos de 14% até 2030, de 30% até ao final de 2050 e de 50% até ao final do século, segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente divulgado hoje (23 de fevereiro), o qual tem como coautor Paulo Fernandes, professor e investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Paulo Fernandes, que leciona e investiga no Departamento de Ciências Florestais e Arquitetura Paisagista da UTAD, é considerado um dos maiores especialistas do mundo, conforme indicação no ranking mundial de 2020 (SHCS- Scopus Highly Cited Researcher / Stanford University), que o coloca no 18º lugar entre os cientistas mais citados na categoria de Ciências Florestais.

Este relatório, que encontra um risco elevado mesmo para o Ártico e outras regiões do planeta anteriormente não afetadas por incêndios florestais, é divulgado antes dos representantes de 193 nações se reunirem em Nairóbi para a 5ª sessão da Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que decorrerá entre 28 de fevereiro e 2 de março.

Segundo o investigador da UTAD, no documento é pedida aos governos a adoção de uma nova Fórmula “Fire Ready”, em que “dois terços dos investimentos sejam gastos no planeamento, prevenção, preparação e recuperação, e o terço restante na resposta”, isto numa altura em que se verifica que “as respostas diretas aos incêndios florestais normalmente recebem mais da metade das despesas relacionadas, enquanto o planeamento e a prevenção recebem menos de um por cento”.

Especial atenção no relatório merece o agravamento resultante das mudanças climáticas através do aumento da seca, altas temperaturas do ar, baixa humidade relativa, raios e ventos fortes, provocando épocas de incêndios mais severas e mais longas. Por outro lado, a vida selvagem e seus habitats naturais raramente são poupados nos incêndios florestais, levando algumas espécies de animais e plantas à beira da extinção. Um exemplo recente são os incêndios florestais australianos de 2020, estimando-se que tenham exterminado biliões de animais domésticos e selvagens.

Publicidade

Fonte desta notícia: UTAD

Este website usa cookies que permitem melhorar a sua experiência na internet. Pode aceitar ou recusar a utilização desta tecnologia Aceito Política de Privacidade