Informativo Digital de Trás-os-Montes e Alto Douro

Procurem bem, porque encontrarão

Se as autoridades europeias se determinarem a procurar bem, irão encontrar muitíssimo mais casos deste tipo, ou de outros criticáveis, porventura condenáveis.

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Diz-se por aí que o recente caso que envolve a ex-Vice-Presidente da Comissão Europeia caiu como uma bomba. Também penso assim, mas não pelo conteúdo do tema, sim porque nunca imaginei que tal desfecho pudesse vir, um dia, a ter lugar.

Se as autoridades europeias se determinarem a procurar bem, irão encontrar muitíssimo mais casos deste tipo, ou de outros criticáveis, porventura condenáveis. Tem de ser assim, em face do gigantismo presente no seio de toda a estrutura da União Europeia. E, por outro lado, pelos montantes fabulosos que percorrem os meandros daquela estrutura. Também por via dos contactos internacionais que a União Europeia estabelece com Estados a si exteriores por quase todo o mundo.

A tudo isto, há que ter presente o que foi apontado por Eric Frattini na sua obra ONU – História da Corrupção, ou o que se veio a saber sobre quanto decorreu no seio da FIFA e da UEFA. Tudo temas raramente tratados na nossa grande comunicação social, dado que os mesmos não decorrem no seio da Rússia de Putin. E quem diz estes casos diz, por exemplo, o dos tais alegados negócios na Ucrânia, que envolveriam o filho de Joe Biden. Ou tudo o que se foi conhecendo ao redor de Juan Carlos, ou de Sarkozy, ou dos Príncipes André e Salman. E sobre o homicídio de Khadafi, bom, nem um estudito ínfimo sobre o que se passou. Para já não referir a compra de petróleo do Estado Islâmico – petróleo roubado…– por cerca de seis dezenas de Estados Ocidentais, e que foi sabido por uma indicação pública do Presidente Vladimir Putin.

De tudo isto há uma lição que pode tirar-se: se a União Europeia se determinar a procurar coisas como a mais recente bronca, facilmente encontrará respostas, porque estas têm de existir, dado o gigantismo de toda a estrutura em causa. E já agora: vão continuar os paraísos fiscais, e de todo o tipo? E ainda: terá a União Europeia, de facto, interesse em operar o levantamento de uma tão vasta realidade, como tudo faz crer?

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