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Por fim!

Este meu espanto na noite de ontem é idêntico ao em mim causado pela confissão de Manuel Alegre, há um tempo atrás: nunca imaginei que a Extrema-Direita acabasse por chegar à Assembleia da República. Uma confissão que mostra, no fundo, um desconhecimento da realidade estrutural e cultural portuguesa e se vem suportando num sonho absolutamente desligado da realidade que se vem podendo ver desde a Revolução de 25 de Abril.

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Com pendor semanal, voltei ontem a visionar o programa Eixo do Mal, na SIC Notícias, pelas onze da noite. Um programa sem a usual barulheira, mas em que se trataram temas deveras importantes para a vivência plena da liberdade no futuro que se aproxima com a chegada do início do tempo pós-pandémico.

Penso que vale a pena visionar este programa em concreto, tendo-me determinado a escrever este texto curto por via de certo reconhecimento feito ali por Pedro Marques Lopes. Reconheceu o nosso jornalista não crer que exista entre nós um grande apego das pessoas em relação à democracia. Bom, é a realidade objetiva do que se passa no seio da nossa vida comunitária. Aliás, e como sempre tenho referido, esta realidade é muito antiga e encontrei-a omnipresente no tempo da II República.

A razão deste meu texto reside no espanto que me assolou por via da coragem psicológica de Pedro Marques Lopes, ao reconhecer algo que sempre todos terão visto, desde que quisessem ser intelectualmente honestos e não se determinassem a quase nada fazer, logo desde os bancos da escola, em defesa do valor da democracia. Como um dia referi a uma grande amiga de sempre, quase da minha idade, mente-se muito, na política e no amor.

Este meu espanto na noite de ontem é idêntico ao em mim causado pela confissão de Manuel Alegre, há um tempo atrás: nunca imaginei que a Extrema-Direita acabasse por chegar à Assembleia da República. Uma confissão que mostra, no fundo, um desconhecimento da realidade estrutural e cultural portuguesa e se vem suportando num sonho absolutamente desligado da realidade que se vem podendo ver desde a Revolução de 25 de Abril.

De resto, se tal acontecimento acabou por ter lugar, tal apenas se ficou a dever à amplíssima abertura das portas do real poder por parte do PS aos que haviam deixado Portugal depois daquela revolução. E nem o histórico concurso sobre “O maior português de sempre” terá conseguido levar à perceção do perigoso caminho que se estava a trilhar em Portugal. Como, de resto, por quase todo o mundo.

Mas este meu texto também se pode estender à “Circulatura do quadrado” de ontem, por ali se ter podido escutar, de José Pacheco Pereira, a evidentíssima realidade de que Donald Trump está a caminhar a passos largos para se vir a tornar num ditador. Um situação que, a dar-se uma sua vitória no próximo ato eleitoral, também o transformará no grande ditador mundial, com os seus Estados Unidos e funcionarem como a verdadeira ditadura mundial.

O mais interessante destas duas constatações – Pacheco disse sempre isto desde a chegada de Trump ao poder –, é que ninguém liga a tais realidades, embora se estejam já a dar passos, entre nós, para se operar também – com os portugueses é até fácil – a natural e tão desejada adaptação a um tal cenário. Um cenário que virá a ser de pobreza e de uma vida precária. E por tudo isto, termino com aquela chamada de atenção à minha grande amiga de sempre: mente-se muito, na política e no amor. O resultado, bom, está à vista de todos.

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