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Ponte suspensa poderá ligar Museu do Côa ao concelho de Moncorvo

Projeto da autarquia de Torre de Moncorvo pretende revolucionar a oferta turística no interface dos distritos de Bragança e Guarda. O projeto prevê a construção de uma ponte suspensa sobre o rio Douro, uma rede de passadiços e caminhos pedonais que interliguem os principais pontos de interesse, a pavimentação de caminhos públicos rodoviários de acesso à ponte pedonal e miradouros e a construção de uma nova ponte rodoviária sobre a ribeira do Arroio.

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O Município de Torre de Moncorvo dispõe de um projeto que pretende ligar as duas margens do Rio Douro entre o Museu do Côa, no concelho de Vila Nova de Foz Côa, e o Alto da Barca, no Peredo dos Castelhanos, em Torre de Moncorvo, através de uma ponte pedonal que será a maior ponte pedonal suspensa do mundo.

O projeto prevê ainda a construção de uma rede de passadiços e caminhos pedonais que interliguem os principais pontos de interesse, a pavimentação de caminhos públicos rodoviários de acesso à ponte pedonal e miradouros e a construção de uma nova ponte rodoviária sobre a ribeira do Arroio.

Armindo Rodrigues, da empresa Afaplan, e entidade responsável pela elaboração do projeto, reforça a abrangência deste projeto. “Devemos falar nos diferentes âmbitos, não só o interesse local, do concelho de Moncorvo, mas de dois concelhos que são duas regiões distintas, a região de Bragança e a Região da Guarda e também no panorama internacional, porque se Guarda e Bragança ficam unidas por mais um ponto, que não é um ponto qualquer, estamos a falar de uma ponte suspensa com o maior vão do mundo, na ordem dos 750 metros, que tem um impacto a nível turístico forte.” Salientou ainda que a união das duas margens potencia diferentes rotas religiosas como os caminhos de Santiago, os de Fátima e de Lourdes, cujo centro deste triângulo se situa nesta região.

Projeto da ponte pedonal que ligará as duas margens do Rio Douro

Nuno Gonçalves, Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, explica o que está na génese deste projeto. “Estamos no coração de algo que é privilegiado, o Douro, o Côa, estamos dentro do Parque Arqueológico do Côa e no Alto Douro Vinhateiro. Sempre foi uma política do executivo pensar desta forma, o turismo que chega ao Porto tem que vir por esse rio, cá para cima, também vimos que o turista fica um dia em Torre de Moncorvo, a ideia é que ele consiga ficar pelo menos duas noites. Mas, para isso, temos de lhe criar condições e dar algo para eles verem e que sintam a oferta, não só os produtos endógenos, não só a gastronomia que é por demais conhecida, mas também de um turismo ativo.

Para a execução deste projeto prevê-se um investimento de 3 milhões de euros, sendo que a Câmara Municipal de Torre de Moncorvo irá apresentar o projeto a várias entidades nacionais e regionais para que sejam parceiras neste investimento. “Com todo este projeto que queremos apresentar publicamente e que queremos fazer com que as entidades nacionais sejam parceiras neste investimento, o que nós queremos é demonstrar que temos todas as capacidades e tudo o que é necessário para teremos um projeto de sucesso e, portanto, é mais uma resposta para aqueles que lançam o desafio aos territórios de baixa densidade. Temos projetos de qualidade, de tão ou mais qualidade do que no litoral, e que queremos aproveitar esse fundo de resiliência para dar a conhecer o território, fazer com que as pessoas estejam neste território, venham cá conhecê-lo e ao mesmo tempo tenha a qualidade que nós, aqueles que estamos cá, sabemos que temos, mas não conseguimos dar a conhecer”, referiu o autarca.

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Fonte desta notícia: Nota de Imprensa CM Torre de Moncorvo

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