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“perpetuum mobile”, poema de Carlos d’Abreu

perpetuum mobile

Ó vento da Senábria
sabeis novas do meu Amigo?

E o cieiro de Riballago
nada me diz!

Ó barca d’Alvia
tendes novas do meu Camarada?

E a névoa de Vegaterrón
nada me diz!

Ó graben do vale Arícia
haveis novas do Leandro?

E o revérbero tectónico
nada me diz!

Até que soa uma voz rouca e tronante
proveniente das Arribas sempre a Leste:
– sossegai, sossegai, que o vosso paisano
ainda não encenou o último acto!

– Mas a que peça pertence esse acto? – perguntei.
– À do Teatro em (perpétuo) Movimento! – respondeu!

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Publicado por
Notícias do Nordeste