Informativo Digital de Trás-os-Montes e Alto Douro

Pequenos cientistas de visita ao CITAB

O dia dedicado à Ciência terminou no Laboratório de Fitoquímicos do CITAB com as bancadas repletas de propostas comestíveis e saudáveis. Pérolas de morango, esparguete de manga e chupa-chupas de “gelynás" estavam bem à vista da curiosidade e da gula dos visitantes, que não hesitaram na hora da prova.

150

Publicidade

Dia em cheio para 23 alunos do 4º ano do Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus, em Vila Real, que visitaram, ontem (dia 20), as instalações do Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB) e participaram em atividades e jogos educativos.

Durante a manhã, o primeiro desafio lançado aos alunos da Escola Básica da Araucária passou pela identificação de fêmeas e machos de Drosophila Melanogaster (mosca da fruta). À medida que iam fazendo perguntas e lançando olhares atentos para o formato do abdómen, o tipo de listas ou o tamanho dos insetos, a tarefa ia sendo superada com sucesso. Aprendida a teoria, foi já com os olhos colados aos microscópios que viram alguns exemplares e mutantes da mesma espécie, com asas de tamanhos variados ou olhos de cor vermelha.

Com as mãos protegidas por luvas brancas e vestidos com batas coloridas, iniciaram as tarefas da tarde. A “vida secreta dos micróbios”, a importância do solo ou os animais que o habitam foram algumas das aprendizagens que levaram na bagagem. A felicidade chegou quando puderam mexer em minhocas e perceber como se faz a vermicompostagem (processo de transformar desperdícios orgânicos em composto de alta qualidade, com recurso a minhocas).

O dia dedicado à Ciência terminou no Laboratório de Fitoquímicos do CITAB com as bancadas repletas de propostas comestíveis e saudáveis. Pérolas de morango, esparguete de manga e chupa-chupas de “gelynás” estavam bem à vista da curiosidade e da gula dos visitantes, que não hesitaram na hora da prova. Os alunos perceberam depois como se fazem estas delícias e saíram do laboratório com a barriga cheia de conhecimento, cores vivas e sabores adocicados.

“É nestas idades que eles começam a assimilar conceitos importantes. Mexer em minhocas, identificar espécies ou provar o que preparámos para eles é sempre importante pela aprendizagem que levam”, sublinha Ana Barros, diretora do CITAB, garantindo que “o Centro continua sempre disponível para receber alunos e proporcionar experiências que irão perdurar na sua memória”.

O CITAB comemora este ano o seu 15º aniversário e é composto, atualmente, por 281 investigadores e bolseiros. Tem em curso 71 projetos nacionais e internacionais e recebeu a classificação de “Muito Bom” na última avaliação da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

Publicidade

Este website usa cookies que permitem melhorar a sua experiência na internet. Pode aceitar ou recusar a utilização desta tecnologia Aceito Política de Privacidade