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Parque Natural Regional do Vale do Tua assinala 10º aniversário

Em pleno Tua Walking Festival, Parque Natural Regional do Vale do Tua “sopra” as velas do 10º aniversário, celebrado com caminhadas e também astroturismo.

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Oficialmente foi no dia 24 de setembro de 2013 que nasceu o Parque Natural Regional do Vale do Tua (PNRVT), surgindo como uma das contrapartidas pela construção da barragem do Tua.

Neste fim-de-semana, em pleno Tua Walking Festival, a equipa do PNRVT quis celebrar os dez anos de vida juntamente com cerca de três centenas de pessoas, residentes na área do parque e visitantes, que participavam no Festival dos Percursos Pedestres. “Não podíamos escolher melhor ocasião para assinalar esta data tão significativa, os Percursos Pedestres foram o primeiro produto estruturante em que apostamos, como forma de alavancar a gastronomia, a cultura, o património, as atividades económicas e, sobretudo, as comunidades as pessoas, e é isso que hoje aqui vemos”, sublinhou o diretor do PNRVT, Artur Cascarejo.

O Tua Walking Festival é um festival de Percursos Pedestres que se tem vindo a devolver ao longo do ano em todos os concelhos que integram esta área protegida, juntando às caminhadas outras atividades e produtos, sempre em cooperação com os municípios e as freguesias. O Festival arrancou em Vila Flor, seguiu para Murça, depois Carrazeda de Ansiães. No último fim-de-semana chegou a Mirandela e vai fechar esta primeira edição, nos dias 7 e 8 de outubro, em Alijó. “E não acaba aqui, pelo menos nos próximo quatro anos vai continuar”, assegurou aquele responsável.

Em Mirandela as atividades tiveram como palco principal a freguesia de Abreiro, onde acontecia a Feira do Figo. Às atividades económicas juntaram a componente cultural e os participantes tiveram a oportunidade de fazer uma visita guiada ao património, e também a componente gastronómica, com provas de degustação de figo, fruto rei nesta freguesia.

No sábado à noite cerca de 150 pessoas puderam fazer uma “visita guiada ao céu”, numa sessão de astroturismo guiada pelo astrónomo José Matos.

Com ponto de partida na estrela polar, os visitantes “caminharam” com o olhar por diversas constelações, com possibilidade de observação do mares e montanhas da lua, dos anéis de Saturno e do brilho exuberante de Júpiter.

Num discurso disruptivo e muito humorístico, o astrónomo foi mostrando como as crenças sobre as influências da lua se revestem de muita imaginação e ficção e como a astrologia, por falta de atualização dos mapas, pode estar a dar informações erradas sobre o posicionamento, perante o sol, das constelações do zodíaco.

Com o mesmo humor referiu que o planeta terra, situado na periferia de um dos braços da via láctea, não passa de “pequenos grãos de poeira”, perante a imensidão do céu.

O astroturismo é um dos produtos chave para o PNRVT que conseguiu a certificação Starligh, criando o produto Dark Sky do Vale do Tua. A ausência de poluição luminosa e as excelentes condições meteorológicas permitiram, em Abreiro, realizar uma sessão de observação fantástica e entusiasmante, abrindo nos presentes uma nova perspetiva de observação das estrelas e do céu.

Caminhada pelo Trilho de Santa Catarina

Há mais de dois meses que as inscrições para a caminhada que este fim-de-semana se realizou em Abreiro estavam esgotadas, tendo havido a necessidade e reabrir as inscrições e aceitar mais pessoas do que as inicialmente previstas. “Estão aqui mais de 260 pessoas”, referiu João Neves, da empresa PORTUGALNTN, responsável pela organização.

O trilho, com pouco mais de 7,5 Km, passou por dois miradouros. A dura subida foi compensada pela vista espetacular que proporciona e pela surpresa que a Junta de Freguesia de Abreiro preparou: um baloiço, em forma de figo (fruto mais representativo da aldeia), no miradouro de Santa Catarina.

As caminhadas do Tua Walking Festival incluem sempre, para além da componente da natureza, a valorização do património, da cultura e da gastronomia local. Desta vez não foi diferente, os participantes tiveram a oportunidade de “conhecer” Abreiro, de provar os seus produtos e de os comprar, ajudando a economia local e levando consigo os odores e os sabores da terra.

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Fonte desta notícia: arque Natural Regional do Vale do Tua