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O que deve fazer para se proteger da subida da EURIBOR

Transferir o crédito à habitação para outro banco pode trazer custos, mas poderá negociar com o banco a assunção, pelo menos parcial, desses custos, a que alguns estão abertos para conseguir captar clientes.

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A Euribor tem estado em terreno negativo nos últimos 6 anos, mas a situação alterou-se e as previsões mais recentes indicam que poderá subir até ao fim de 2022 para 0,50% e para 0,90% em 2023.

Seja qual for o cenário as famílias devem estar preparadas para acomodar no seu orçamento eventuais subidas da Euribor.

Se tem crédito habitação com taxa variável siga os passos seguintes:

– Comece por verificar no extrato mensal que recebe do banco se o seu crédito habitação tem taxa de juro variável indexada à Euribor. A taxa de juro do crédito habitação, a TAEG, resulta do somatório da Euribor (a 3, 6 ou 12 meses) e do spread (lucro do banco). Consulte o mercado e verifique qual o spread que está a ser praticado. Se tiver um spread elevado negoceie com o banco para o tentar baixar.

– Calcule a taxa de esforço, ou seja, o peso dos créditos no seu rendimento líquido. Deverá ser preferencialmente inferior e 35%. Se ultrapassar pode ser um sinal de alerta e deve tentar renegociar os seus créditos.

– Confirme quantos anos faltam para acabar de pagar o seu crédito à habitação. Se faltarem poucos anos pode não valer a pena fazer alterações.

– Faça uma pesquisa de mercado, peça simulação a outros bancos para a possibilidade de transferências do seu crédito habitação e compare. Com o “seu” banco esta negociação pode ser mais difícil. Peça a FINE – Ficha de Informação Normalizada e compare a TAEG – Taxa Anual Efetiva Global e o MTIC – Montante Total Imputado ao consumidor. Quanto mais baixos forem, menos pagará.

A maturidade dos empréstimos também é importante pois quanto maior for o prazo mais baixa será a prestação. Mas lembre-se que o Banco de Portugal aponta para um prazo máximo de 30 anos para quem tiver mais de 30 anos de idade.

Transferir o crédito à habitação para outro banco pode trazer custos, mas poderá negociar com o banco a assunção, pelo menos parcial, desses custos, a que alguns estão abertos para conseguir captar clientes.

Avalie a possibilidade de optar por taxa de juro fixa e tenha em conta os seguros e outros produtos financeiros associados. Caso o faça deixará de beneficiar de eventuais descidas da Euribor a ocorrer no futuro, mas a taxa manter-se-á a mesma durante todo o prazo de vigência do empréstimo. Se preferir manter uma taxa variável deverá desde já criar um fundo de reserva que lhe permita acomodar futura subida da Euribor, sem percalços. Caso tenha algumas poupanças (ou um PPR) equacione a possibilidade de efetuar uma amortização parcial do empréstimo, embora tenha custos associados (exceto numa situação de desemprego ou de deslocação por razões profissionais). Se tiver outros créditos e uma eventual subida da Euribor colocar risco de incumprimento, tente antecipadamente renegociar os seus empréstimos com os credores e promover uma solução satisfatória conjuntamente, o que está aliás previsto na lei.

Esteja atento aos sinais de risco e não deixe para amanhã uma avaliação da sua situação financeira e a tomada de medidas que minimizem o impacto da subida das taxas de juro dos seus empréstimos. A DECO pode aconselhá-lo para o ajudar na decisão a tomar. Contacte-nos através do telefone 223 391 961 ou envie-nos um email para deco.norte@deco.pt . Visite o nosso site em www.deco.pt .

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Fonte desta notícia: DECO Proteste

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