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O Monte Negro

A enorme maioria dos portugueses ainda não esqueceu o precipício que lhes estava a ser colocado por Passos e Portas, preparando-se para destruir, em modo muitíssimo razoável, a estrutura de reformas e pensões. Seria, à custa do desprezo da enorme maioria dos portugueses, uma fantástica negociata para o setor dos seguros de vida e de saúde.

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Tive já a oportunidade de salientar o anacronismo de se ter recorrido à antiga expressão utilizada por Sá Carneiro, Freitas do Amaral e Gonçalo Ribeiro Teles. No mínimo, mostrou duas realidades, muito fáceis de perceber: fugir da horrorosa PAF, liderada por Passos e Portas e sempre muito apoiada por Cavaco, e uma terrível falta de criatividade.

A enorme maioria dos portugueses ainda não esqueceu o precipício que lhes estava a ser colocado por Passos e Portas, preparando-se para destruir, em modo muitíssimo razoável, a estrutura de reformas e pensões. Seria, à custa do desprezo da enorme maioria dos portugueses, uma fantástica negociata para o setor dos seguros de vida e de saúde. E os que assim se preparavam para decidir, seriam os que depois iriam ocupar os lugares das administrações dos setores em causa, ou similares. Aos portugueses, deixava-se-lhes a democracia (sem saída)…

A construção da histórica Geringonça permitiu parar esta trágica trajetória, e mesmo invertê-la quase na totalidade. Uma realidade política muito apreciada pela grande maioria dos portugueses, que sempre lamentaram a infeliz ideia de pôr um fim naquela coligação de suporte na ação governativa. E, como se percebia e se pôde constatar, o tal Diabo de Pedro Passos Coelho nunca chegou. Foi, no fundo, uma manifestação de desespero da Direita.

O que agora acabou por chegar foi…a recauchutada AD. Fugindo a sete pés da PAF, como da presença visível de Pedro Passos Coelho, os líderes dos partidos da recauchutada AD deitaram-se a defender o que nunca haviam feito na História da III República: olhar, com (uma espécie de) compaixão, para os mais desfavorecidos, tentar esquecer o convite da PAF de Passos e Portas para os jovens deixarem o País, e perderem-se de amores pelos velhotes, garantindo – aparentemente, claro – que as reformas e as pensões até irão ser favorecidas.

Perante tudo isto, o que devem pensar estes velhotes? Bom, a cultura popular tem a resposta adequada: os tais velhotes já têm uma boa estrutura de apoio social, embora não todos, pelo que é essencial não soltar este pássaro já dominado. Mexer no que existe para os portugueses abrangidos pelo regime contributivo, bom, é um risco de que os portugueses devem fugir com todas as ganas. Mas será sempre certo que um Governo do PS, sobretudo se apoiado pelo BE e pela CDU, acabará por elevar, mas sempre dentro do possível, os rendimentos dos ainda muito mal remunerados na fase mais difícil das suas vidas. O que a AD oferece agora são dois pássaros que por aí andam a voar… Bom, só cairá quem quiser, ou os realmente papalvos.

Se os portugueses viessem a cair neste mais recente canto AD, bom, iriam ter de subir, e sem parança, um terrível e insuportável monte negro. É essencial que todos recordem o que Adriano Moreira, até de um modo repetitivo e cansativo, dizia no Jornal das Nove, de Mário Crespo: Portugal precisou sempre de ajuda, e desde a fundação da nacionalidade. Hoje, a caminho dos meus 77 anos de vida, recordo bem esta realidade, até pelo conhecimento que fui adquirindo da História de Portugal e do Mundo. E nós – é essencial perceber-se esta dinâmica – estamos num tempo de regressão, onde até nos estão a preparar – graças à acefalia da grande comunicação social – para o regresso do inútil serviço militar obrigatório. E tudo por via da subserviência europeia perante o dono desde 1945, que são os Estados Unidos. Esteja atento e tome todo o cuidado com a decisão

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