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O lodo do lucro

O Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) não aceita que, mais uma vez, seja a população da Terra de Miranda a ficar com o lodo e a suportar os custos ambientais e a concessionária e a APA a ficarem com os lucros gerados pelos nossos recursos naturais.

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Estão a ser extraídos do fundo da barragem de Miranda do Douro cerca de 8.000 m3 de lamas que nele se depositaram ao longo de muitas décadas.

Estas lamas possuem um elevado nível de toxicidade e são perigosas para a saúde das populações, tendo estas direito a conhecer em toda a sua extensão quais as ameaças que elas comportam.

A realização das obras foi anunciada apenas algumas horas antes do seu início, pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que a autorizou.

Além do secretismo da operação, esta autorização foi feita nas costas das populações, que são quem vai suportar, mais uma vez, todos os custos ambientais que ela envolve.

O elevado volume de lodo a extrair do rio, tem que ser depositado no seu exterior, em aterro que terá um elevado impacto paisagístico e sanitário.

O Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) não aceita que, mais uma vez, seja a população da Terra de Miranda a ficar com o lodo e a suportar os custos ambientais e a concessionária e a APA a ficarem com os lucros gerados pelos nossos recursos naturais.

Este Movimento não aceita que, mais uma vez, a APA tenha autorizado as obras sem informar as populações da Terra de Miranda, tentando mantê-la na mais completa ignorância.

Assim, este Movimento vem solicitar à APA:

  • Que divulgue, imediata e publicamente, os requerimentos e todos os documentos anexos do pedido de autorização da Movhera para a realização das obras;
  • Que divulgue, imediata e publicamente, os despachos e decisões em que autorizou a realização das obras, bem como os pareceres e estudos que os fundamentam;
  • Que informe minuciosamente as populações de todos os impactos ambientais, paisagísticos e sanitários da operação, e do modo como eles serão medidos e controlados;
  • Que informe minuciosamente as populações das compensações que vão ser pagas pela concessionária (Movhera) às populações e aos seus legítimos representantes, pela lesão dos seus interesses ambientais, paisagísticos e sanitários, que são património da Terra de Miranda e de Portugal.

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Fonte desta notícia: Comunicado do Movimento Cultural da Terra de Miranda

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