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O encanto da beleza, da competência e da humildade

Patrícia Matos, parecendo ser tão jovem, possuía uma competência que estava, com toda a certeza, para lá da aprendizagem profissional. Uma competência que se percebia derivar de um gosto profundo pela profissão que abraçou, mas que, quase com toda a certeza, a obrigou a um aperfeiçoamento permanente, mas que conseguiu realizar de um modo generalizadamente reconhecido.

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Há uns dois dias, tomei conhecimento, através de um qualquer jornal, que a jornalista Patrícia Matos havia apresentado, nessa manhã, o seu último programa que, diariamente, era levado aos espectadores da TVI 24. Eu era um desses espectadores, embora apenas acompanhasse a última hora e meia do mesmo. Ainda assim, sempre achei que valia a pena, sendo um dos fatores fundamentais da minha opção o facto de ser o programa apresentado e conduzido, precisamente, por Patrícia Matos. Uma jovem que consigo transportava, desde o primeiro dia em que ali a vi, o encanto da beleza, da humildade e da competência.

À semelhança do que já tinha tido a oportunidade de ver com Constança Cunha e Sá, porventura por razões diferentes, Patrícia Matos, para mim com grande pena, deixou agora a TVI. Deixei, pois, de dispor daquele potencial que se contém no encanto da beleza, da humildade e da competência, que eram caraterísticas que de si dimanavam naturalmente, à saciedade e de um modo absolutamente típico.

Patrícia era uma jovem de quem dimanava o encanto da beleza, o que, não sendo algo de absoluto, se constitui sempre num fator que também se nos impõe. No fundo, esta sua caraterística era um pouco como a encenação nas récitas operáticas, porque uma encenação fraca acaba sempre por deitar por terra uma récita que possa dispor dos melhores cantores.

Também sempre lhe encontrei uma atitude de humildade, fator cada dia mais valoroso, porque inversamente proporcional a tantos e tão péssimos sinais do tempo que passa. Todos os temas por si abordados, e com quem quer que fosse, fugiam sempre a um modo agressivo que, com cambiantes, tem vindo a fazer escola em muitos dos nossos grandes meios de comunicação social. Por cá e por mil e um outros lugares do mundo.

Por fim, Patrícia Matos, parecendo ser tão jovem, possuía uma competência que estava, com toda a certeza, para lá da aprendizagem profissional. Uma competência que se percebia derivar de um gosto profundo pela profissão que abraçou, mas que, quase com toda a certeza, a obrigou a um aperfeiçoamento permanente, mas que conseguiu realizar de um modo generalizadamente reconhecido.

Estas três caraterísticas de Patrícia Matos – encanto da beleza, da humildade e da competência – estavam na jornalista fortemente presentes, sendo quase como uma estrutura única, que se ia mostrando de um modo tricotómico ao longo dos programas que diariamente nos trazia. Um programa que, quando terminava, me deixava pesaroso por ter de esperar mais um dia para o poder voltar a acompanhar.

Sabe-se que não existem concidadãos insubstituíveis, mas esta saída de Patrícia Matos retira-nos do ecrã uma profissional deveras competente e com as tais caraterísticas que refiro atrás. E isso, não sendo insubstituível, constitui-se, indiscutivelmente, numa perda forte.

Espero, agora, que o tal novo projeto que há dias foi referido ir abraçar nos venha a chegar com toda a qualidade profissional que se lhe pôde ver, mas também com aquelas caraterísticas tão relevantes antes apontadas. A melhor sorte na sua vida profissional é o que quem sempre a apreciou lhe pode desejar.

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