Informativo Digital de Trás-os-Montes e Alto Douro

O desespero é de morte

O que os nossos mais referentes órgãos de soberania têm feito, na sua ligação com os portugueses, nunca poderia ser o assumir de um ar triunfal, porque se assim fizessem, só teriam piores resultados. Mais do que para as suas políticas, sobretudo para os portugueses.

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A nossa Direita e a Extrema-Direita encontram-se num verdadeiro estado de desespero, fruto de não poder deixar de lhes ocorrer que a nova vacinação que se aproxima possa correr bem. Se hoje até já vamos ter vacinas, de pronto nos surgem a badalar que tal não é suficiente. Se o Governo, mesmo o Presidente da República, nos chamam a atenção para que muito também tem de ser feito sob nossa responsabilidade, é porque desse modo se pretendem desresponsabilizar da sua suposta falta de capacidade de comando e controlo! Uma terrível aflição!! Uma dolorosa sede de poder!!!

O que os nossos mais referentes órgãos de soberania têm feito, na sua ligação com os portugueses, nunca poderia ser o assumir de um ar triunfal, porque se assim fizessem, só teriam piores resultados. Mais do que para as suas políticas, sobretudo para os portugueses. E por isso o que tem sempre caraterizado as suas intervenções é a prudência, a ausência de garantias de triunfo fácil, mas sempre transmitindo a segurança que os portugueses poderão ter de que todo o melhor será feito.

No entretanto, por aí vão andando as sondagens. E o que estas nos mostram é que os portugueses não são fáceis de levar com três ou quatro cantigas. Parece que o Bloco dá mostras de descer, que o PCP se mantém, que o PS se sobe, é pouco, e que o PSD talvez mesmo dê indicações de alguma descida. Ah, e o CDS, com as fortes indicações de se aproximar do zero absoluto, mas da política. Até Matos Santos já se deu conta de que Francisco Rodrigues dos Santos vive a anos-luz de tantos que o precederam. E depois, o Chega!, que parece demonstrar que a política de protestar à Direita, dizendo o que se gosta de ouvir, dá para crescer. Mesmo que poucochinho.

Portanto, quem fala em sondagens, pensa em eleições. E é já com estas duas mais próximas que a Direita e a Extrema-Direita parecem contentar-se. Se para o Chega! as presidenciais são essenciais, já para o PSD o grande sonho é recuperar alguma coisa depois do tremendo tombo anterior. Todavia, percebe-se, quase com toda a certeza, que um certo tipo de derrota para o PSD poderá ser arvorado como… vitória. Ganha-se per-dendo, portanto.

Ontem mesmo, durante a manhã, dizia um laranja empedernido para certo amigo que, vendo-o entrar no café sem máscara, chamara a sua atenção: para mim, nem a vacina chega, só depois de ver os resultados ao vivo! Com o amigo já cá fora, debandado o laranja empedernido, lá referi para o meu conhecido, que o avisara: se o tipo fica à espera para ver se é verdade, morre do crescimento do conhecimento. Ao que o meu conhecido respondeu: sim, não vai morrer da cura.

Termino, pois, como comecei: o desespero da Direita e da Extrema-Direita destes dias, em Portugal, é verdadeiramente de morte. Sim, porque o que vai esta gente fazer se a vacinação correr bem?! Continuar a fazer de político oposicionista, completamente incapaz de dizer o que pretende fazer? Haverá de compre-ender-se que não é para todos os estômagos.

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