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Novas Reflexões

Perante a vitória retumbante do PS de António Costa, de pronto se deitaram mãos a novas polémicas vazias. A primeira, oriunda da IL: há que voltar aos debates quinzenais na Assembleia da República. Ora, depois de ter acertado em cheio na falta de valor das sondagens, Rui Rio regressou a uma velha posição de Cavaco, quando recusou a política-espetáculo televisiva com Jorge Sampaio: salientou, pleno de razão, que os debates quinzenais não passavam de um espetáculo, bom para abrir telejornais.

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Os relógios, naturalmente, não se quedam, permitindo o constante surgir de novos acontecimentos sobre que se podem sempre tecer alguns comentários. Eles aí vão, pois.

Ideia Luminosa

Com grande espanto, foi como ontem fui encontrar Luís Nobre Guedes a perorar, creio que na RTP 1, sobre o futuro do histórico CDS. Num ápice, gritei para minha mulher: o Nobre Guedes parece que vai concorrer à liderança do CDS. Mas foi novidade errada e de pouca dura. Afinal, apenas vinha ajudar a redefinir o Norte CDSéssico. E logo passou a explicar: não se deve regressar a formas passadas, antes inovar, olhando uma maior intervenção liberal, que é o que parece dar-se com os seus filhos. Bom, Nuno Melo ficou elucidado, até porque o Luís a falar é como o Sol a corar.

Seis Milhões

Desde muito jovem que ouvi a referência a seis milhões de judeus assassinados por Hitler e suas quadrilhas de criminosos. De modo que assim fui sempre referindo ao longo dos anos, e mesmo das décadas.
Em certa noite, conversando até às cinco da madrugada em casa de certo académico com idade para ser meu pai, muito culto e inteligente, de origem judaica, mas já católico, dele escutei que não podiam ter sido assassinados seis milhões de judeus, porque tal número nunca existira na Europa. Bom, fiquei sem compreender, tentando perceber a realidade. Acabei por regressar a casa na dúvida.

Na tarde do dia seguinte, subindo a escada do primeiro para o segundo andar, na sede do CDS histórico, encontrei Ing Brito e Cunha, que supunha ser judia, talvez de origem judaica, e casada com o embaixador Brito e Cunha. De modo que lhe coloquei o que ouvira na véspera, citando mesmo o nome do académico meu amigo. Com espanto, dela recebi esta resposta: mas nunca ninguém disse que foram mortos seis milhões de judeus. Enfim, se já estava confuso, mais fiquei, para lá de mais admirado ainda. E é como me encontro hoje: afinal, quantos eram os judeus a viver na Europa e quantos foram assassinados por Hitler e suas quadrilhas de tarados criminosos?

Novas polémicas vazias

Perante a vitória retumbante do PS de António Costa, de pronto se deitaram mãos a novas polémicas vazias. A primeira, oriunda da IL: há que voltar aos debates quinzenais na Assembleia da República. Ora, depois de ter acertado em cheio na falta de valor das sondagens, Rui Rio regressou a uma velha posição de Cavaco, quando recusou a política-espetáculo televisiva com Jorge Sampaio: salientou, pleno de razão, que os debates quinzenais não passavam de um espetáculo, bom para abrir telejornais. Bom, foi a segunda grande vitória de Rui Rio. Mas há que esperar, para perceber se o PS terá coragem de defender esta evidência, tal como o Livre, o PAN, o BE e o PCP.

Num ápice, nova polémica vazia: deve o Chega! ter um Vice-Presidente da Assembleia da República? Bom, espera-se que os deputados se determinem a defender e a exercer a democracia, recordando as facilidades concedidas a Hitler, Mussolini, Pinochet e tantos outros. Coisas diferentes, é certo, mas que podem mudar. E muito. Enfim, a ver vamos o que irão fazer os nossos parlamentares em defesa da nossa democracia e do Estado de Direito.

Um cancro sem cura

Olhando os ensinamentos do Papa Francisco e as suas orientações, a Conferência Episcopal de Espanha ameaça não colaborar com as correspondentes autoridades, governamentais e judiciais, no esclarecimento das práticas pedófilas e dos abusos sexuais de boa parte do clero espanhol.

Para já, surgiram 220 queixosos, mas já se diz que a grande maioria destes casos se encontra prescrita. Se a isto se juntar o que se passou com Jua Carlos, ou com Benjamin Netanyahu, ou com Boris Johnson, ou com Trump, ou com Sarkozy, ou com o Príncipe Eduardo, bom, temos uma excelente amostragem do que são hoje os ditos Estados de Direito Democráticos. É natural, pois, que se comece a pensar em tornar o voto obrigatório, uma vez que os eleitores, de um modo muito geral, não são papalvos nem interessados. Um cancro sem cura, este da pedofilia e dos abusos sexuais sem castigo no seio da Igreja Católica Romana.

Reforço

Um diário nosso conta-nos, nesta quinta-feira, que o Governo de Espanha vai proibir a venda de grandes lanchas de alta velocidade, muito utilizadas no tráfico internacional de estupefacientes. E também no transporte maciço de imigrantes. E logo juntava uma evidência fortemente aceitável: o mecanismo vai agora passar para Portugal. Talvez começar por operar, sobre esta temática, mais um estudo rigoroso, nomeando uma comissão de grandes especialistas. Para já, Portugal terá um reforço neste domínio.

Novos riscos para a vida democrática portuguesa

Parece que a RTP vai pôr em prática um conjunto de programas sobre a ação das forças de investigação criminal, acompanhadas de jornalistas da casa. Trata-se, objetivamente, de um mecanismo destinado a conseguir audiências, mas suportado no potencial sensacionalista de tais temas.

Objetivamente, o Chega! não conseguiria melhor. Simplesmente, tais programas têm, no mínimo, uma consequência: fornecem a sensação de que o País defende os criminosos, deixando-os em boas condições, o que não corresponde à realidade. Simplesmente, estes programas, para lá de nada ajudarem a resolver, alimentam uma ideia de decadência das instituições. Aos poucos, um programa hoje, outro amanhã, lá se vai enfraquecendo a prática e a confiança na democracia.

Questiono-me sobre as razões de não se operarem bons programas com a finalidade de esclarecer os portugueses sobre temas como os crimes de guerra nas antigas províncias ultramarinas, sobre as ditaduras no subcontinente americano e o suporte que sempre tiveram dos Estados Unidos, sobre o Angoche, sobre Camarate, sobre as execuções ilegais operadas por Israel em lugares diversos do mundo, sobre Guantânamo, sobre a compra dos nossos submarinos, etc..

Democracia laranja ao vivo

Qual União Nacional, parece que uma boa miríade dos melhores pensantes do PSD prefere que se escolha um só candidato à sucessão de Rui Rio. Ora, depois da subida à liderança da autarquia lisboeta por Carlos Moedas, para já laureado com o título de doutor honoris causa, nada como ser este militante laranja o candidato a escolher. Até porque depois daquele seu sacrifício com a saída da Gulbenkian, este outro, para lá de elevar o PSD ao poder cimeiro da governação, certamente que também acabaria por lhe outorgar um novo título de doutor honoris causa, talvez por Coimbra ou Porto. Ou pela duas, de modo concomitante, qual Paul Krugman. Um dado é certo: é preferível Moedas a esta ideia de andar a retentar uma nova unidade interna nacional.

Criminoso silêncio

No meio do criminoso silêncio ao redor dos terríveis atos praticados por Israel sobre os palestinianos, eis que, finalmente, a Amnistia Internacional se determinou a acusar Israel de apartheid sobre os palestinianos e de crimes contra a Humanidade, solicitando ao Tribunal Penal Internacional que aborde estes temas, mais que conhecidos, quase desde o início de Israel.

Simultaneamente, nada mais se falou sobre os processos que impendem sobre Benjamin Natanyahu. Dizendo-se, constantemente, que Israel é um Estado Democrático de Direito, fica-se com a certeza de que as leis em vigor não se aplicam a este antigo Primeiro-Ministro. E se Trump apoiava abertamente Benjamin e as suas políticas, Biden faz o mesmo, mas de um modo silencioso: prefere apoiar a corrupção ucraniana no poder, depois de quanto Trump apontou a supostos negócios de um seu filho. E se dos Estados Unidos o que sobrevém é o silêncio cúmplice, da União Europeia e dos seus Estados surge o silêncio seguidista e obediente. Temos, pois, a democracia…

Momento deveras significativo

Depois de há dias ter referido num texto meu o significado da presença do tecnocrata Augusto Mateus e do neoliberal António Nogueira Leite no programa TUDO É ECONOMIA, lá nos foi dado observar uma prova real da minha admiração com tais convites: Augusto Mateus, deixando-se levar pelo pensamento íntimo, surgiu-nos, como que a partir do nada, com aquela de ser indiferente o facto dos cateteres e dos bisturis serem públicos ou privados… Bom, a SEDES de Álvaro Beleza não diria melhor. E se Nogueira Leite ainda se deitou a sofrer as dores do Augusto, de pronto o sempre sabedor e acutilante Ricardo Paes Mamede não se deixou levar nas conversas: nem na primeira, do Mateus, nem segunda, do Leite. Um momento deveras significativo…

Esclarecedora

Foi extremamente esclarecedora a explicação cabal de Luís Paixão Martins na CNN Portugal, sobre a base do perseverante erro das sondagens recentes, ao redor daquela treta do empate técnico, sempre exposta com olhos brilhantes por aqueles nossos concidadãos repletos de isenção analítica… Como seria de esperar, fez-se, sobre esta cabalíssima explicação, um estrondoso silêncio. De modo que me questiono: estes nossos concidadãos papagaios irão continuar a gastar dinheiro e a enganar-nos com novas tretas de sondagens no futuro?

Que raio de colete!

Achei engraçadíssima a notícia sobre a morte do chefe do Estado Islâmico, em território da Síria. Uma graça que derivou, sobretudo, do estado em que ficou a casa do referido líder. De pronto nos surgiu uma testemunha ocular, muito bem nutrida e melhor vestida, naturalmente curdo e aliado dos Estados Unidos, expondo que fora o morto que fizera tudo aquilo. A verdade é que o estado em que o edifício ficou foi o típico de um ataque pleno de potência destruidora. E nem por um segundo duvido de que do helicóptero foi ordenada a rendição do tal líder, sempre recusada, até que a ordem chegou: destruam tudo. E assim se terão ido desta para uma outra, melhor, mas o líder e toda a restante família. O interessante é que os nossos jornalistas e comentadores continuam a pensar como Durão Barroso fez com a Guerra do Iraque: era um aliado, mostraram-me documentos! O problema é que, desta vez, nem documentos foram necessários: os Estados Unidos ditam, logo é.

Este episódio mostra o que poderá surgir na Ucrânia: quem irá montar cenários falsos, a Rússia, os ucranianos ou os norte-americanos?

E por aqui me fico, por esta vez. Claro que não faltam assuntos para abordar e comentar. Simplesmente, fazê-lo continuadamente comporta uma boa dose de cansaço psicológico, para quem escreve e para que lê. Portanto, até um destes dias que estão para chegar.

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