Informativo Digital de Trás-os-Montes e Alto Douro

Nas aflitinhas

Hoje, é já possível assistir-se à tomada da presença da Direita, mesmo dos tolerantes da Extrema-Direita, nos grandes tempos de antena dos canais televisivos que temos. O programa de Fátima Campos Ferreira é um exemplo disto mesmo, com escolhas diárias de personalidades conservadoras, direta ou indiretamente ligadas ou tolerantes com a Direita, a quem a Extrema-Direita parece não preocupar.

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Como por demais se conhece, mormente ao nível dos mais velhos, existe no seio da comunidade portuguesa uma amplíssima percentagem de portugueses que, não pondo nunca em causa, diretamente, a democracia e a Revolução de Abril, nunca se ligaram intimamente a esta nem desejaram aquela. Toleram-nas, portanto.

Ora, de há uns tempos a esta parte vem-se notando uma linha de rumo público por parte destes nossos concidadãos, e que se carateriza por três componentes de atuação: utilizar a grande comunicação social televisiva para lançar gentes e seus valores ligados à Direita; tolerar, olimpicamente, a subida da Extrema-Direita em Portugal e no mundo; e ajudar a criar uma ideia de beco sem saída para o futuro de Portugal, desde que sem reformas estruturais – destruição do Estado Social.

Hoje, é já possível assistir-se à tomada da presença da Direita, mesmo dos tolerantes da Extrema-Direita, nos grandes tempos de antena dos canais televisivos que temos. O programa de Fátima Campos Ferreira é um exemplo disto mesmo, com escolhas diárias de personalidades conservadoras, direta ou indiretamente ligadas ou tolerantes com a Direita, a quem a Extrema-Direita parece não preocupar. A Grande Entrevista, de Vítor Gonçalves, lá vai entrevistar Maria Cavaco Silva, nunca tendo ocorrido a Vítor Gonçalves fazer o mesmo com Maria José Rita. Mas já o fez com Manuela Eanes. Depois, João Taborda da Gama, um concidadão de Direita, com a economista Susana Peralta que, para lá do que diz, critica sempre o Governo de António Costa, elogiando o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. Depois, ainda na RTP 3, o debate entre Miguel Vale de Almeida e o que for o seu antagonista: sempre amplas simpatias para com este.

Olhamos a SIC Notícias, e lá encontramos Luís Marques Mendes, José Miguel Júdice, mesmo Francisco Louçã, que se deixou levar para uma espécie de análise bissetriz, como que sem valores ideológicos, ou Ana Gomes, cujo combate pelo socialismo democrático se faz, preferencialmente, contra o PS. Mesmo Eanes parece ser a sua grande referência política, bem mais que Soares, e apesar do silenciado PRD, sobre que também nunca ninguém a questiona. Para já não referir o Negócios da Semana, sempre sem um só programa em que só estejam como convidados concidadãos do PS e da Esquerda. Até os convidados para falar sobre a Covid-19, invariavelmente, se mostram contra o Governo, vá este por um lado ou pelo outro.

Por fim, a TVI e a 24, sobre que nem vale a pena tecer comentários. Não gostaria de estar na posição singular de quem calhe a ser convidado e seja do PS, ali no meio de um conjunto de concidadãos para quem que o que é do PS é mau. Como, de resto, se passa com o programa À Leia da Bolha, onde a generalidade dos convidados é da Direita ou se mostra neutral ou com perfil político pouco audível.

Perante o que acabo de descrever, o que concluo eu daqui? Pois, que a Direita e a Extrema-Direita estão à rasca, tentando tudo para conseguir pôr em causa a política do Governo de António Costa e a sua imagem. E então agora, já com o pilim a chegar com um caudal elevado…!

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