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Nada de multidões, venham as máscaras

A verdade é que tudo isto tem tido o seu caminho, mostrando a todo o mundo que aquela historieta de serem os Estados Unidos uma democracia de referência nunca passou disso mesmo: uma historieta vendida por todo o mundo através do império, político e comunicacional, norte-americano.

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As próximas eleições norte-americanas para o Presidente dos Estados Unidos irão revelar dados deveras importantes sobre o grau de democraticidade presente nos Estados Unidos, mas por igual o real valor do que resta da dita democracia norte-americana.

Raros serão os povos do mundo que desconhecem hoje o que tem sido a indiscutível palhaçada da ação de Donald Trump como líder dos Estados Unidos. A um ritmo que já chegou a ser de horas, Trump mostrou-nos a sua fantástica capacidade para dizer e desdizer.

Esta balbúrdia da presidência de Donald Trump não passaria de mais uns momentos de rara diversão mundial, com especial ênfase para aquela ideia de se criarem umas injeções à base de lixívia, ou de outros desinfetantes, por se ter percebido, em análises laboratoriais, que tais produtos matavam, quase instantaneamente, o novo coronavírus! Infelizmente, o que Trump está a construir, preventivamente, pode bem vir a lançar-nos num novo conflito mundial.

A verdade é que tudo isto tem tido o seu caminho, mostrando a todo o mundo que aquela historieta de serem os Estados Unidos uma democracia de referência nunca passou disso mesmo: uma historieta vendida por todo o mundo através do império, político e comunicacional, norte-americano. Percebeu-se agora, com Donald Trump, que os Estados Unidos são dirigidos por um homem só, quase sem necessidade de prestar contas a mais ninguém. Uma verdadeira plutocracia, à beira de se vir a tornar no centro do poder de uma nova ditadura mundial.

Trump, se ainda ontem dizia ao mundo que as máscaras eram um horror e sem um ínfimo de lógica, diz agora que usar máscara é um ato patriótico. Tal como nos explicou Luís Costa Ribas, Donald Trump terá já dito mais de 20 000 mentiras. Um número que, duas ou três semanas depois, já deverá pecar por defeito.

De modo concomitante, Donald Trump esteve-se nas tintas para as chamadas de atenção das autoridades sanitárias dos Estados Unidos, incentivando à prática das aglomerações, mormente ao redor da sua cam-panha eleitoral. Felizmente, saiu-se mal. No mínimo, por duas vezes.

Perante tal desastre, passou, mais uma vez, a desdizer o que dissera antes: desmarcou a convenção republicana de Jacksonville, a fim de evitar perigosos contágios!! Um terrível azar para André Ventura, que se vê deste modo privado de poder conhecer pessoalmente o homem mais perigoso para a Paz no mundo. Com esta suspensão, André Ventura ficou impossibilitado de conhecer aquele que poderá vir a ser o futuro ditador mundial, e eleito em eleições (ditas) livres.

Como referi ao início, estas eleições norte-americanas irão mostrar, nomeadamente, o valor da democracia, porque se Trump, para mal dos povos do mundo, vier a ser reeleito, tal mostrará, afinal, o que eu mesmo sempre pensei, deitando por terra as palavras de Nancy Pelosi há dois dias: o presente comportamento de Trump, enviando tropas federais contra o seu povo, é, realmente, a prática histórica da plutocracia norte-americana. E mostrará, portanto, que um povo pode escolher alguém do quilate de Donald Trump. Será, indubitavelmente, o fim do valor da democracia como prática consciente de escolher os representantes das populações. Se com Hitler foi o que se viu, com Trump percebe-se o que poderá vir a ser…

Desta vez, pois, a regra de Donald Trump passou a ser: nada de multidões, venham as máscaras. Uma regra que é a de agora, porque se vier a ser reeleito, tudo passará a ser o contrário, com boas cargas das tropas federais democraticamente aplicadas sobre o seu povo. E então é que sim: teremos, finalmente, a democracia no mundo…

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