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Município receia encerramento do Serviço de Obstetrícia do Hospital de Bragança

Os autarcas exigem ao Conselho de Administração da ULSNE, “o reforço imediato do quadro de pessoal de médicos obstetras, da Unidade Hospitalar de Bragança, com vínculo permanente, em quantidade suficiente para assegurar o pleno funcionamento do serviço, em condições de segurança e de qualidade adequadas”.

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Na Reunião de Câmara de Bragança, realizada hoje, 24 de janeiro de 2022, foi tomada uma posição sobre o funcionamento do Serviço de Obstetrícia da Unidade Local de Saúde do Nordeste, na Unidade Hospitalar de Bragança.

Os autarcas exigem ao Conselho de Administração da ULSNE, “o reforço imediato do quadro de pessoal de médicos obstetras, da Unidade Hospitalar de Bragança, com vínculo permanente, em quantidade suficiente para assegurar o pleno funcionamento do serviço, em condições de segurança e de qualidade adequadas”, lê-se num texto enviado à Ministra da Saúde; Direção Geral de Saúde; Entidade Reguladora da Saúde; Unidade Local de Saúde do Nordeste; Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes; Comunidade Intermunicipal do Douro e Câmaras e Assembleias Municipais do Distrito de Bragança.

Segundo os responsáveis autárquicos “existe na Unidade Hospitalar de Bragança um Serviço de Ginecologia/Obstetrícia dotado de todos os meios, humanos e materiais, necessários à prestação de um serviço de qualidade, para as grávidas da região e para a sustentabilidade demográfica do nosso território”, mas existem “sérias dificuldades na cobertura permanente do Serviço de Urgência, devido à carência de profissionais médicos de Obstetrícia”.

Segundo o texto saído da tomada de posição pública que chegou hoje à redação do Notícias do Nordeste, “estas dificuldades obrigam ao encaminhamento das grávidas da região para Unidades Hospitalares muito distantes, nomeadamente Vila Real, com o consequente elevado impacto no conforto e na segurança das grávidas”, embora, garantem os autarcas locais nessa tomada de posição pública, “existem profissionais médicos obstetras disponíveis para celebrar contrato de trabalho com a Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE), que não têm sido formalizados apenas por decisão do Conselho de Administração da ULSNE”.

A situação, referem, “tem já um impacto significativo no número de partos realizados noutras Unidades Hospitalares, que deveriam ter sido realizados em Bragança” e, por outro lado, afirmam que a situação “tem vindo a desincentivar as grávidas a serem seguidas na consulta externa, da Unidade Hospitalar de Bragança”.

Esta exigência da autarquia de Bragança fundamenta-se no receio de o problema poder ser arrastado por muito mais tempo e desse modo colocar em risco o funcionamento do Serviço de Obstetrícia, assim como a sua permanência na Unidade Hospitalar de Bragança. Na verdade, em última estância, a autarquia receia “o seu eventual encerramento”, exigindo, por isso, uma rápida normalização dos serviços com a colocação de profissionais médicos de Obstetrícia com vínculo permanente à unidade hospitalar.

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Fonte desta notícia: Autarquia de Bragança

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