Informativo Digital de Trás-os-Montes e Alto Douro

Insiste, insiste, persiste, insiste

Interessante foi o que nos chegou por aquele senhor que surge na peça onde esta descoberta nos é contada. Assim, a dado passo, o senhor refere esta clara e conhecida evidência: infelizmente, os que poderiam mudar esta situação, em boa medida, são também interessados nos benefícios que são oferecidos pelas offshores.

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Aí está a mais recente explosão ao redor de offshores, assim como se se tratasse de algo desconhecido e imprevisível. Como se seja possível imaginar que as offshores não terão sempre de servir para as realidades que têm vindo a ser relatadas, como se de autênticas descobertas se tratem! Olho tudo isto como algo verdadeiramente ridículo.

Com a máxima naturalidade, lá nos surgiu ao telefone Ana Gomes, queixando-se de que o Governo – todos os Governos, de cá e das restantes bandas – nada ainda fez para evitar a pândega que decorre, por todo o lado, em torno das offshores. Acho graça a esta luta sem quartel e sem vitória ao redor da defesa do Paraíso na Terra, incapaz de perceber, e depois de ter passado pelo Parlamento Europeu, que é verdadeira a explicação dada por Mariana Mortágua e Francisco Louçã, num dos noticiários televisivos, ao redor da estrutura e natureza da sua nova obra, MANUAL DE ECONOMIA POLÍTICA. Seria interessante que Ana Gomes a lesse, estudasse e nos dissesse se está de acordo com o que na mesma se contém.

Interessante foi o que nos chegou por aquele senhor que surge na peça onde esta descoberta nos é contada. Assim, a dado passo, o senhor refere esta clara e conhecida evidência: infelizmente, os que poderiam mudar esta situação, em boa medida, são também interessados nos benefícios que são oferecidos pelas offshores. Bom, é a evidência das coisas. Uma evidência que se nos impõe.

O leitor vai agora poder observar a vasta e conhecidíssima bateria de juristas e de economistas e gestores a surgirem nos nossos canais televisivos, explicando que o mau não é assim tão mau, ou será mesmo bom e natural. Tudo isto se passa com um suposto Estado Democrático de Direito – é o momento da gargalhada. Uma realidade que se passa nas vésperas do meio século de vida da Revolução de 25 de Abril.

Hoje, nós já conhecemos, a menos de um ínfimo de dúvida, que esta realidade, ora ressurgida na grande comunicação social, é uma regra omnipresente nas designadas economias de mercado. O Sistema de Justiça, na sua globalidade, mostra-se completamente incapaz de atacar tal reconhecida realidade, e aos detentores de soberania falta a vontade e a coragem moral para originarem um caminho rápido que ponha um fim prático neste cancro. E quem diz neste, diz no do tráfico de estupefacientes, tema sobre que, de um modo muito geral, costuma estar caído um manto de silêncio. Observamo-lo por todo o lado, mas (quase) ninguém fala do tema. Um domínio completamente em alta de cotação, e que crescerá ainda mais se o Estado Social vier a desmoronar-se. Enfim, temos a democracia…

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