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Incêndios florestais: investigadores apresentam primeiros resultados dos projetos financiados pela FCT

Esta investigação é liderada por Domingos Xavier Viegas, professor catedrático da FCTUC e coordenador da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), e tem como parceiros o IPMA, a Universidade de Aveiro (UA) e o Instituto de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico de Lisboa (IST).

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Dezoito projetos de investigação em curso na área da prevenção e combate a incêndios florestais, financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) no âmbito da “call” de 2017, vão ser apresentados, em Coimbra, na próxima sexta-feira, dia 14 de fevereiro.

Trata-se do “1º Workshop sobre investigação científica e desenvolvimento tecnológico na área da prevenção e combate a incêndios florestais”, que tem como objetivo maximizar os resultados dos projetos em curso e promover sinergias entre os vários grupos de investigação a trabalhar nesta área.

A iniciativa tem lugar, entre as 9h00 e as 17h30m, no auditório Laginha Serafim do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).

Entre os projetos que vão ser apresentados está o FIRESTORM, que está a estudar a dinâmica dos grandes incêndios florestais, nomeadamente as condições associadas a eventos extremos em incêndios florestais, com o objetivo de melhorar a compreensão do seu comportamento e evolução, e a capacidade de os prever.

Esta investigação é liderada por Domingos Xavier Viegas, professor catedrático da FCTUC e coordenador da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), e tem como parceiros o IPMA, a Universidade de Aveiro (UA) e o Instituto de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico de Lisboa (IST).

O FIREFRONT, liderado por uma equipa do Instituto de Sistemas e Robótica do Instituto Superior Técnico de Lisboa (ISR/IST), é outro dos projetos que vai ser exposto. No âmbito desta investigação, está ser desenvolvida uma solução de apoio ao combate a fogos florestais através da deteção e seguimento em tempo real das frentes de incêndio e eventuais reacendimentos.

Para tal, os investigadores recorrem a veículos aéreos tripulados e não tripulados (drones), equipados com sensores e sistemas de comunicação especializados, que sobrevoam a região afetada. Este projeto tem como parceiros o Instituto de Telecomunicações, a ADAI, a Força Aérea Portuguesa, a empresa UAVision e o Aeroclube de Torres Vedras.

Destaque ainda para o projeto McFIRE, que, tendo por base o modelo usado para o cálculo do Índice Meteorológico de Risco de Incêndio, visa desenvolver um modelo de previsão do risco de incêndio face à nova realidade climática, tendo em consideração o comportamento do teor de humidade das espécies presentes na floresta portuguesa a partir de medições do teor de humidade e de parâmetros meteorológicos realizadas em vários locais do território nacional e de ensaios laboratoriais.

Coordenado por Jorge Raposo, da ADAI, o McFIRE conta com a participação da Universidade do Algarve e dos Institutos Politécnicos de Viana do Castelo e de Viseu.

Após um ano de execução dos projetos que foram lançados no concurso de 2017, Domingos Xavier Viegas, um dos organizadores do Workshop, entende que «é importante iniciar um ciclo de eventos que nos permita discutir assuntos de interesse comum. Em particular, devemos pensar em formas de colaboração para maximizar quer os resultados dos projetos, quer os serviços que possamos prestar à comunidade».

«Nos dois concursos (2017 e 2018) promovidos pela FCT, verificámos que há muita complementaridade entre os vários projetos de investigação. Por isso, propomos que haja aproveitamento de recursos e de conhecimentos e partilha de informação entre os investigadores, para que – esta é a nossa visão – possa haver continuidade nos financiamentos, mas com equipas e projetos mais robustos», refere.

O catedrático da FCTUC realça ainda que se pretende «identificar quais são os grandes problemas e onde é que há capacidade para explorar e trabalhar para, posteriormente, se desenvolver projetos de maior dimensão. No fundo, procuramos de alguma forma ajudar a FCT a encontrar novos caminhos de investigação na temática dos incêndios florestais».

Texto: Cristina Pinto

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