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Igreja Matriz de Torre de Moncorvo já é considerada Basílica Menor

A decisão foi anunciada no dia 12 de Janeiro de 2022, após o pedido efetuado por D. José Manuel Garcia Cordeiro, Bispo de Bragança-Miranda, em carta datada de 12 de junho de 2021

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A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, em virtude das faculdades peculiares concedidas pelo Sumo Pontífice Francisco, atribuiu à igreja matriz de Torre de Moncorvo o título e dignidade de Basílica Menor.

A decisão foi anunciada no dia 12 de Janeiro de 2022, após o pedido efetuado por D. José Manuel Garcia Cordeiro, Bispo de Bragança-Miranda, em carta datada de 12 de junho de 2021, manifestando as preces e os desejos do clero e dos fiéis.

A construção da Igreja Matriz (Monumento Nacional) iniciou-se na primeira metade do séc. XVI, prolongando-se até aos primeiros anos do século seguinte. Na fachada principal destaca-se a torre saliente que transmite um acentuado sentido de elegância ao edifício, e o belo pórtico de estilo renascença. Possui lateralmente, dois corpos salientes: a sacristia, a norte; e um alpendre junto ao pórtico sul. De realçar ainda um belo conjunto de esculturas, nomeadamente, os anjos que coroam o topo da igreja, sobre o altar-mor, bem como as gárgulas que se encontram ao nível da cornija.

O Interior encontra-se organizado segundo o esquema das “igrejas-salão” com três naves, sendo os cinco tramos destas abobadados à mesma altura. A capela-mor de forma retangular é destacada do corpo principal: possui um retábulo barroco de talha dourada dos meados do séc. XVIII; nas paredes laterais da mesma encontram-se frescos representando a Anunciação e a Última Ceia. A Capela-mor é ladeada por dois absidíolos em semicírculo: a capela do Santíssimo Sacramento e a Capela das Chagas.

A primeira apresenta um retábulo com vários painéis alusivos à vida e paixão de Cristo, bem como esculturas dos evangelistas e doutores da Igreja. É de realçar o tríptico flamengo alusivo à sagrada parentela de Santa Ana, bem como o gradeamento em ferro forjado.

Na capela das chagas encontra-se uma composição de altares provenientes da igreja do antigo convento de S. Francisco.

Nas paredes laterais encontram-se 4 altares do estilo barroco tardio, alusivos a: Sagrada Família, Santo Cristo ou S. Pedro e S. Paulo, Nossa Senhora da Assunção e Almas do Purgatório.
No batistério é de realçar o Santo Cristo, S. João Evangelista e Maria Madalena, de aspeto flamengo.
A sacristia é abobadada com nervuras de traça manuelina. O altar, proveniente do corpo da igreja, é atribuível ao séc. XVII.

A Igreja possui ainda um valioso órgão, localizado no coro, atribuível ao séc. XVIII, bem como um numeroso património móvel, cujas peças mais relevantes se encontram em exposição no Museu de Arte Sacra de Torre de Moncorvo.

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Fonte desta notícia: Município de Torre de Moncorvo

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