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Gordura no fígado: como ter um estilo de vida saudável durante a época festiva

Em Portugal, a incidência da esteatose hepática também não é animadora e aponta-se que 15 por cento dos adultos, ou seja, aproximadamente 1 milhão e 200 mil pessoas apresentem esta condição, dos quais 200 a 300 mil apresentam formas graves da doença.

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Arsénio Santos

Arsénio Santos, presidente da Associação Portuguesa para o…

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Estamos a caminhar para mais uma época festiva. Quem nunca cometeu excessos nestas datas? No entanto, manter os hábitos alimentares próprios destas datas durante a rotina diária, poderá ter um impacto colossal na saúde, especialmente no fígado.

Um dos grandes exemplos das consequências de uma dieta excessiva é a esteatose hepática, mais conhecida por fígado gordo. Esta condição médica está, normalmente, associada a hábitos alimentares pouco saudáveis, sedentarismo e obesidade, e poderá levar a complicações muito graves, como é o caso da cirrose e do cancro do fígado. Como tal, é importante reforçar que, em 2021, dois terços da população portuguesa sofria de excesso de peso ou obesidade.

Em Portugal, a incidência da esteatose hepática também não é animadora e aponta-se que 15 por cento dos adultos, ou seja, aproximadamente 1 milhão e 200 mil pessoas apresentem esta condição, dos quais 200 a 300 mil apresentam formas graves da doença que, mais tarde, poderão culminar em cirrose. No caso das crianças, verifica-se uma percentagem mais reduzida, de 3 por cento, de casos de esteatose, contudo os valores disparam para 20 a 50 por cento de crianças obesas.

É possível não pertencer a esta estatística e evitar a acumulação de gordura no fígado, através de mudanças simples no dia a dia, como aumentar o consumo de água e evitar comidas ricas em gordura saturada e açúcar, e a ingestão de bebidas alcoólicas. Além disso, uma alimentação rica em fruta e vegetais, como é o caso da dieta de tipo mediterrâneo, é essencial para garantir o consumo de alimentos que têm um impacto positivo no funcionamento do fígado: maçã, abacate, cebola, alho, beterraba, batata-doce, brócolos, alcachofra e mirtilos, são alguns exemplos, entre outros.

Optar por carnes magras em vez de carnes vermelhas é outra dica de ouro na fase de prevenção. Nalguns casos, poderá ser útil a suplementação em vitaminas E e C, selénio e ácidos gordos ómega-3.

Nas épocas festivas, se existir vontade particular em manter as tradições alimentares (e todos os doces a que se tem direito), a moderação deve ser a regra, sendo também possível selecionar versões light, através da utilização de produtos com baixo teor de gordura e açúcar. E nos casos em que houver consumo de álcool, o mesmo deve ser pontual e moderado.

Por outro lado, não só o controlo da dieta deve ser monitorizado, mas sim todo o estilo de vida. É essencial manter uma prática regular de exercício físico, que contribua para a prevenção da obesidade.

A solução para a quadra festiva, quando se está longe do ginásio e perto da família, poderá ser simples, experimentando uma caminhada ou uma corrida na companhia dos entes queridos.

O fulcral é estar ativo e ter em mente que, ao adotar este tipo de comportamento, está a evitar-se a acumulação de gordura no fígado, enquanto se promove um convívio ativo e divertido.

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