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Filandorra pelos territórios do interior com atividades que cruzam o património e a identidade cultural

Todas as iniciativas têm o apoio das Câmaras Municipais locais, que continuam a reconhecer e a valorizar o projeto desta estrutura de animação teatral, que com 38 anos de existência vê a sua posição consolidada no território de todo o Trás-os-Montes e Alto Douro.

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A Filandorra – Teatro do Nordeste inicia neste mês de julho um périplo pelos territórios do interior norte, com atividades de animação que cruzam o património material e imaterial à identidade histórica e cultural da região, sem esquecer os vultos da literatura nacional com raízes no território do interior.

Num desafio lançado pelo município de Freixo de Espada à Cinta, que a 7 de julho vai assinalar o centenário da morte de uma das mais importantes personalidades freixienses cuja vida e obra é uma referência da história e cultura portuguesa, a Filandorra vai “relembrar” os poemas mais marcantes de um dos mais destacados escritores do Realismo, Guerra Junqueiro. A melhor poesia de Guerra Junqueiro, vai fazer ouvir-se no Auditório Municipal, pelas 18h00, numa evocação aberta a todas as gerações que queiram conhecer a obra do poeta, que também foi político, jornalista, filósofo e agricultor. Às 18h45, junto ao Busto do poeta, o poema “A Moleirinha” ganha vida com a sua dramatização.

No sábado, 8 de julho, pelas 21h30, o Castelo de Numão, em Vila Nova de Foz Côa, é o “palco” para o espetáculo “O Velho da Horta” de Gil Vicente, numa versão medieval preparada propositadamente pela Companhia para comemorar o I Foral atribuído a Numão, precisamente a 8 de julho de 1130. Neste típico castelo de montanha, e a 677 metros acima do nível do mar, um Velho honrado e muito rico, enamorado por uma Moça de muito bom parecer, procura conquistar a sua amada com a ajuda de uma Alcoviteira charlatã e acaba por perder toda a sua fortuna … Uma divertida comédia para todos aqueles que neste dia se vão dirigir a Numão e ao seu Castelo, no âmbito da iniciativa CôaCulto promovida pela edilidade local com o objetivo de dar a conhecer todas as localidades do concelho e o seu património cultural. Do programa das comemorações do I Foral de Numão, e pelas 17h00, a Filandorra recria a atribuição da Carta de Foral com a chegada de Fernão Mendes de Bragança, Senhor de muitas terras da província de Trás-os-Montes, acompanhada por populares da época para enquadrar a história da freguesia.

No mesmo dia, mas por terras de Murça, o Soldado Milhões “regressa” à sua terra natal e “participa” com a sua “bravura” na primeira edição do Passaporte Douro On2Wheels. É ao soldado português mais condecorado da I Guerra Mundial que compete carimbar o passaporte dos mototuristas que viajam pela região numa iniciativa organizada pela CIMDOURO e motoclubes no âmbito das Comemorações do Douro Cidade Europeia do Vinho 2023. A participação da Filandorra surge a convite da Câmara Municipal com o intuito de levar os participantes a conhecerem a figura que marca a história local e nacional, “o soldado de Milhais que vale milhões!”

A semana termina com a participação da Filandorra no cartaz cultural da EXPOVILA, em Vila Flor, com a recriação lendária, a 8 de julho, pelas 17h30, do milagre das rosas, numa performance protagonizada pelos atores da Companhia que “desafiam” à participação de todos aqueles que visitam o evento. Em “cena” estarão D. Dinis, o rei poeta que chamou “Flor” à vila, a rainha Isabel de Aragão, aias e pedintes, para interpretar uma das mais bonitas lendas da história de Portugal, o milagre da conversão do pão em rosas. A proposta artística da Filandorra não é alheia ao facto da relação histórica da vila aos reis D. Dinis e Santa Isabel, pois segundo a lenda, D. Dinis, a caminho para a raia de Miranda, ao encontro de Isabel de Aragão, sua noiva, achou o lugar tão belo e florido que, a jeito de trovador, lhe chamou “FLOR”, a assim “nasceu” a denominação da vila, Vila Flor que até então de chamava de Póvoa de Além Sabor.

Todas as iniciativas têm o apoio das Câmaras Municipais locais, que continuam a reconhecer e a valorizar o projeto desta estrutura de animação teatral, que com 38 anos de existência vê a sua posição consolidada no território de todo o Trás-os-Montes e Alto Douro.

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Fonte desta notícia: Filandorra - Teatro do Nordeste