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Filandorra foi excluída dos apoios do Estado para os próximos 4 anos. Companhia está em “estado de choque”

Companhia está em "estado de choque". Decisão diz que foi esgotado o montante global disponível para a modalidade de apoio em causa.

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A Companhia de Teatro do Nordeste, Filandorra, diz-se em “estado de choque” por ter sido excluída do Programa de Apoio Sustentado na área do Teatro, programa de apoios do Ministério da Cultura tutelado pela DGartes para os próximos 4 anos.

A decisão da DGartes/ Ministerio da Cultura em não propor para apoio a candidatura da Filandorra para os quatros anos (Reportórios, Territórios e Identidades II), que está elegível com a pontuação final de 74,02% , sob o argumento “de ter sido esgotado o montante global disponível para a modalidade de apoio em causa“, deixou em desespero esta companhia de teatro que tem sede em Vila Real.

Depois do anúncio feito pela DGartes, a Filandorra suspendeu provisoriamente os ensaios finais da produção “O Cerejal” de Anton Tchekhov, e distribuiu aos atores com carácter de prioridade o poema Sísifo de Miguel Torga, texto de suporte a um sucedâneo de manifestações de protesto público junto da Assembleia da República, Palácio Nacional da Ajuda, Palácio de São Bento – Residência Oficial do Primeiro Ministro e Palácio de Belém – Residência Oficial do Presidente da República que a Companhia vai realizar nos próximos dias, informou fonte da companhia de teatro.

Segundo David Carvalho, diretor artístico da Filandorra, “todo o elenco, técnicos e produção, além da Direção Artística, num total de 18 elementos, vão dar a conhecer ao país real a injustiça praticada pelo Governo ao sonegar o direito à cultura de uma vasta região do interior do país, Douro, Tâmega e Trás-os-Montes, território em que a Companhia trabalha há 36 anos e com a parceria direta na candidatura de 20 municípios (Vila Real, Amarante, Mesão Frio, Vila Pouca de Aguiar, Montalegre, Murça, Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Vila Nova de Foz Côa, Vinhais, Miranda do Douro, Freixo de Espada à Cinta, Penedono, São João da Pesqueira, Sabrosa, Cinfães, Resende, Valpaços, Santa Marta de Penaguião, Lamego) que integram as CIM’S Tâmega e Sousa, Alto Tâmega e Barroso, Douro, e Terras de Trás-os-Montes, e que garantem 50% do apoio financeiro ao projecto”.

David Carvalho diz ainda que “a não ser corrigida, esta decisão do Governo por parte do Ministério da Cultura vai privar o público do interior norte, nomeadamente o público escolar, as comunidades rurais e IPSS, além do vasto público dos Cineteatros autárquicos e até os dois teatros da RTCP (Vila Real e Lamego), de assistirem a criações originais de autores de referência como A.M. Pires Cabral, Alexandre Parafita, Vergílio Alberto Vieira, José Carlos Barros, Marília Miranda, Miguel Torga, António José da Silva, Augusto Boal, Eurípedes-Natália Correia, Jorge Amado, Molière, Flamino Scala – Commedia dell’art, tendo convidado para o efeito encenadores externos à Companhia como Filipe Crawford, Castro Guedes, José Caldas, Luís Oliveira e Ivo Saraiva e Silva”.

Esta decisão do Ministério da Cultura poderá mandar para o desemprego “um conjunto de profissionais competentes que demonstram paridade de género, e as notas biográficas comprovam formação e experiência extensas e reconhecidas tanto a nível local, regional, nacional como internacional”, salienta o diretor artístico da Filandorra.

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