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Filandorra evoca centenário de Agustina Bessa-Luís

O espetáculo conta no elenco com os atores Bibiana Mota, Luís Pereira, Márcio Pizarro, Paulo Magalhães, Pedro Carlos, Sinas Pereira e Sofia Duarte. Por “detrás” do pano, os Figurinos e Guarda-Roupa são de Helena Vital Leitão e José Caldas, com o apoio de Anita Pizarro, Francisco Santos nos Elementos Cenográficos, e Carlos Carvalho é o responsável pelo desenho e operação de luz. Na produção Cristina Carvalho, e na comunicação Silvina Lopes e Débora Ribeiro.

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A Filandorra -Teatro do Nordeste vai estrear aquela que é a sua 82ª produção, “A Memória de Giz” de Agustina Bessa-Luís, no próximo Domingo, 16 de outubro, no Cineteatro Raimundo Magalhães, em Vila Meã, terra natal da escritora, um dia depois do seu “centésimo aniversário”.

Para esta produção a Filandorra convidou José Caldas, da Quinta Parede, encenador com 50 anos de teatro dedicados quase em exclusivo ao público jovem, nomeadamente com encenações de obras para o publico infantojuvenil de autoria de Agustina Bessa-Luís, de quem era amigo. José Caldas “revisita” uma vez mais o texto de Agustina numa encenação que «recria a alegria da Agustina, as suas memórias do Douro, a casa de Vila Meã iluminada com candeias onde as sombras assombravam as crianças numa dança misteriosa».

“A Memória de Giz”é um espetáculo para todas as idades e conta a história de “um rapaz tão atrevido e mandrião cuja mãe não parava de lamentar-se pelos desgostos que ele lhe dava. Faltava à escola sempre que podia, e usava uma fisga para matar pardais; também com ela atirava pedradas à égua do Regedor…”. Para José Caldas, o que o seduz na Memória de Giz é «a irredutível crueldade inocente da Agustina. Sim, escreveu para infância este pequeno, grande romance, sem reduzir ou menorizar sua escrita. Pelo contrário acentuou a sua irreverência e foi até o fim na alma humana.» Nesta nova encenação de A Memória de Giz, José Caldas alia a «música tradicional do Douro com a música contemporânea trabalhando à exaustão com os jovens músicos e atores procurando uma amorosa consonância com os romances da Agustina que sabiamente se aventura neste jogo entre passado e presente».

O espetáculo conta no elenco com os atores Bibiana Mota, Luís Pereira, Márcio Pizarro, Paulo Magalhães, Pedro Carlos, Sinas Pereira e Sofia Duarte. Por “detrás” do pano, os Figurinos e Guarda-Roupa são de Helena Vital Leitão e José Caldas, com o apoio de Anita Pizarro, Francisco Santos nos Elementos Cenográficos, e Carlos Carvalho é o responsável pelo desenho e operação de luz. Na produção Cristina Carvalho, e na comunicação Silvina Lopes e Débora Ribeiro.

A Estreia Nacional de “A Memória de Giz” acontece em “cúmulo” da Residência Artística no Cineteatro Raimundo Magalhães, em Vila Meã, onde a Filandorra se “instalou” na fase final da criação e inspiração na terra onde Agustina nasceu “de maneira sossegada. Ouvi cantar a chuva nas janelas, e um palhacinho vestido de seda, caixa de música que movia um guizo alegre e melodioso, deu-me as boas-vindas” (Agustina Bessa-Luís).

A estreia é no dia 16 de outubro, domingo, às 17h00, numa sessão dedicada a toda a comunidade de Vila Meã numa evocação ao centenário de nascimento da “sua” escritora. O acesso é gratuito e a entrada é feita por ordem de chegada.

Nos dias 17 e 18 de outubro estão agendadas duas sessões diárias (10h30 e às 14h00) para todas as crianças que frequentam o 1.º ciclo das Escolas de Vila Meã que integram o Agrupamento de Escolas Amadeo de Souza-Cardoso, de Amarante. Segundo David Carvalho, Diretor Artístico da Filandorra «não podia ser de outra forma, ou seja, serão as crianças da terra onde Agustina nasceu as primeiras a usufruírem desta criação, pensada e programada em 2019, antes do COVID, para assinalar o centenário da grande escritora portuguesa que dedicou uma atenção especial à literatura para a infância na sua vasta e eloquente obra literária».

O espectáculo entrará depois em digressão pelos 20 municípios da rede protocolada da Filandorra, e está disponível para percorrer as escolas de todo o país, promovendo a obra de Agustina Bessa-Luís junto do público infanto-juvenil.

A nova produção integra o projeto “Reportórios, Territórios e Identidades” apoiado pela DGartes – Ministério da Cultura ao abrigo do Programa de Apoio às Artes – Teatro (Biénio 2021-2022) e conta com a parceria do Município de Amarante no âmbito do Protocolo de Cooperação.

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Fonte desta notícia: Filandorra

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