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Filandorra Encerra Temporada com Contos da Tradição Oral

Com encenação de David Carvalho, Diabos e Diabritos…. num saco de mafarricos conta com as interpretações de Bibiana Mota, Débora Ribeiro, Helena Vital, Sofia Duarte, Bruno Teixeira, Luís Filipe e Silvano Magalhães, e na técnica com Pedro Carlos (Som) e Carlos Carvalho (Luz). As histórias preservadas em livro e agora transpostas para o palco, são enriquecidas com canções originais (letra e música) de Marília Miranda.

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Na quadra mais especial e aguardada do ano, o Natal, a Filandorra dá início na próxima terça-feira, 14 de dezembro, a um ciclo de representações para o público infantil, antecipando o Natal na região do Alto Tâmega, a partir da iniciativa Teatro em tempo de Natal com o espectáculo Diabos e Diabritos num saco de mafarricos – Contos da Tradição Oral Transmontana de Alexandre Parafita.

O universo fantástico e encantatório da tradição oral, com os seus contos, lendas e mitos compilados em livro pelo escritor e etnógrafo, vai “ganhar” vida nos palcos de Vila Pouca de Aguiar e Valpaços, a partir de um conjunto de representações preparadas para as Escolas daqueles concelhos numa parceria com os municípios e Agrupamentos de Escolas, “oferecendo” um presente de natal antecipado, dando a conhecer às crianças de hoje a magia que encantou as crianças de ontem.

Neste contexto, e garantindo todas as normas de segurança impostas em prol da mitigação da propagação da doença COVID, os contos da tradição oral transmontana “ganham” vida no Auditório da Santa Casa da Misericórdia de Vila Pouca de Aguiar, com sessões agendadas para as 9h30 e 11h00 do dia 14 de dezembro para os alunos do 2º ciclo do Agrupamento de Escolas aguiarense, e no dia 17, sexta-feira, o Auditório Arte e Cultura Luís Teixeira, em Valpaços, “enche-se” de crianças do pré-escolar e 1º ciclo para assistirem a esta produção infantil, com sessões agendadas para as 10h15, 14h15 e 15h15.

Com encenação de David Carvalho, Diabos e Diabritos…. num saco de mafarricos conta com as interpretações de Bibiana Mota, Débora Ribeiro, Helena Vital, Sofia Duarte, Bruno Teixeira, Luís Filipe e Silvano Magalhães, e na técnica com Pedro Carlos (Som) e Carlos Carvalho (Luz). As histórias preservadas em livro e agora transpostas para o palco, são enriquecidas com canções originais (letra e música) de Marília Miranda.

Recorde-se que Diabos e Diabritos…num saco de Mafarricos foi a primeira produção do projeto “Reportórios, Territórios e Identidades” apoiado pela DGartes/Ministério da Cultura ao abrigo do Programa de Apoio Sustentado às Artes – Teatro (biénio 2021-2022). Estreado em Maio deste ano em Vinhais, desde então já foi visto por cerca de 4000 espectadores nas 42 representações nos “palcos” da região do interior norte, desde bibliotecas, escolas, auditórios e teatros municipais, muitas delas com a presença do autor, Alexandre Parafita, que tem acompanhado a Filandorra na digressão deste espectáculo sempre que lhe é possível.

O balanço de temporada…

Depois de um ano sem espectáculos e sem o “nosso público” devido ao contexto pandémico vivido no país, a temporada de 2021 fica marcada com a retoma da nossa actividade regular apenas em maio. Estes oito meses de trabalho artísticos ficam marcados pelas Estreias Nacionais, no âmbito do projeto “Reportórios, Territórios e Identidades” apoiado pela DGartes/Ministério da Cultura de Diabos e Diabritos num saco de mafarricos – contos da Tradição Oral Transmontana de Alexandre Parafita, em Residência Artística no Colar Condes de Vinhais, a 21 de maio, e O Barrete de Guizos de Luigi Pirandello em Residência Artística do Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego. Realçamos ainda o trabalho de Residência Artística que iniciamos em Vila Flor, onde vamos estrear em Janeiro de 2022 a produção O Velho da Horta de Gil Vicente.

Auditórios, Teatros Municipais, terreiros das aldeias e tantos outros “espaços” foram o palco dos 74 espectáculos/animações para um universo de 7.000 espectadores num ano “atípico” marcado pelas limitações da DGS devido à pandemia. Apesar das limitações, continuamos a garantir aos alunos aos alunos do interior do país o acesso a textos que integram o programa curricular da disciplina de Português, em particular dos textos vicentinos Auto da Barca do Inferno e Farsa de Inês Pereira a partir do nosso projecto CEDITES – Centros de Divulgação de Teatro para as Escolas. Continuamos a levar a magia do teatro às crianças da região, criando hábitos de fruição regular e contribuindo para o enriquecimento e formação pessoal das crianças a partir dos Ciclos de Teatro para a Infância com os textos de Alexandre Parafita e Irmãos Grimm.

A partir da linha de ação Teatro e Comunidade, aproximámos o “fazer” teatral com as comunidades do interior do país, desafiando-as a intervir e participar nos processos de criação artística em projectos de recreação de lendas e animação de zonas históricas, com destaque para Noite de Bruxas à Portuguesa e Magusto Celta em Montalegre.

No novo ano que se aproxima, o “regresso” da Filandorra aos palcos é marcado por novos projectos artísticos, com destaque para as estreias de O Cerejal de Anton Tcheckov na Casa da Cultura de Alfândega da Fé, Sonho de uma noite de verão de William Shakespeare no Teatro de Vila Real – Parque Corgo, e Dentes de Rato de Agustina Bessa Luís no Cineteatro Raimundo Magalhães, em Vila Meã-Amarante no âmbito do centenário do seu nascimento.

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Fonte desta notícia: Filandorra

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