Informativo Digital de Trás-os-Montes e Alto Douro

Estejamos atentos

De Angola, pouco há a esclarecer, e do Brasil, o facto de Jair Bolsonaro viver a anos-luz do sentir democrático, retira validade aos resultados que possam vir a surgir.

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Odesignado Ocidente traz sempre na ponta da língua a conversa, verdadeiramente treteira, dos valores e dos Direitos Humanos. A verdade, todavia, é que estes há muito passaram a constituir-se em instrumentos de manipulação das opiniões públicas. Se numa dada situação apresentam marcas de um potencial quase absoluto, logo numa outra tudo se passa sem que os referidos valores sejam apontados de um modo similar.

Acontece que nós temos aí, já bem à vista, três eleições, supostamente democráticas: em Angola, no Brasil e nos Estados Unidos. Em qualquer destes três casos existem já, de um modo indubitável, fatores que mostram poder vir a estar-se perante verdadeiras fraudes eleitorais, sobretudo por serem tratados os candidatos, bem como os partidos concorrentes, de um modo verdadeiramente oposto: tudo ao alcance de quem dispõe hoje do poder, muitíssimo menos para os restantes contendores.

De Angola, pouco há a esclarecer, e do Brasil, o facto de Jair Bolsonaro viver a anos-luz do sentir democrático, retira validade aos resultados que possam vir a surgir. Seria mesmo interessante que uma fraude gigantesca viesse a ter lugar no Brasil, de modo que os portugueses pudessem perceber a duplicidade de atitudes da classe política portuguesa em situações deste tipo. Enfim, vamos esperar.

Em contrapartida, nos Estados Unidos vigora, por via legal, o mecanismo da chapelada potencial, dado que os Estados podem mudar a localização das mesas de voto em função da conveniência de quem detém o poder nos mesmos. Nada é completamente fixo, antes pode ser mudado conforme a conveniência de quem detém o poder. E depois, o voto nem sequer é universal para os próprios cidadãos norte-americanos. E tudo isto são realidades quase desde sempre. Uma verdadeira batota institucionalizada.

Pois, é perante tudo isto que a Rússia de Vladimir Putin é má, ao passo que as ditas democracias angolana, brasileira e norte-americana já oscilam entre o aceitável e o excelente… Portanto, caro leitor, esteja atento ao que vai passar-se nestes atos eleitorais já próximos e verificará que se está perante isomorfismos do silêncio em face da Guerra do Iraque e da barulheira ao redor da grande batalha da Ucrânia. É o Ocidente, sempre com a sua treta dos valores. E há quem ainda acredite em toda esta historieta! Aliás, há sempre quem acredite…

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