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Espero ter razão

Também eu começo agora, depois das mais recentes notícias ontem chegadas pelos jornais norte-americanos, a acreditar que Trump possa vir a ficar impedido de dar corpo à sua ditadura mundial, com pleno desprezo por tudo e por todos.

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Foi extremamente interessante a reação facial, e depois por palavras, de uma conhecida minha de café, quando, com a minha mulher, a encontrámos na toma da bica de pós-almoço. Quando lhe referi que tudo apontava para a derrota de Trump, O Bronco, nas eleições de 03 de novembro, colocou-se direita na cadeira, como que olhando o infinito e muito séria, com uns dois segundos sem nada dizer. Depois, voltou a recostar-se e logo respondeu: vamos a ver,… oxalá… Simplesmente, mesmo alguém pouco treinado em orais conseguiria dar-se conta de que aquela reação de surpresa resultou de receber uma notícia que não pretendia ter recebido.

Também eu começo agora, depois das mais recentes notícias ontem chegadas pelos jornais norte-americanos, a acreditar que Trump, O Bronco, possa vir a ficar impedido de dar corpo à sua ditadura mundial, com pleno desprezo por tudo e por todos. A grande verdade é que está a crescer no Partido Republicano e na Casa Branca o receio de que Biden possa ter uma vitória esmagadora. Os dados de certa sondagem davam ontem 53 % a Biden contra 41 % a Trump.
Nos swing-state – Pensilvânia, Wisconsin, e Michigan – também as sondagens dão a Biden a liderança, embora por uma margem menor que a anterior. Ainda assim, também aqui se tem assistido a uma consistência nos resultados a favor de Joe Biden.

É interessante constatar como Jaime Nogueira Pinto se mostrou por cá sem perceber a tal derrota de Trump, O Bronco, face a Biden, e como dezenas de funcionários da Casa Branca e da campanha daquele apontam o debate como uma atuação amplamente criticável, de parceria com a resposta errática depois de ter testado positivo à COVID-19.

Do mesmo modo, Ted Cruz, senador republicano pelo Texas, reconhece já que, num tal cenário, o seu partido enfrenta um banho de sangue de proporções Watergate, podendo perder o Senado e a Casa Branca. E isto ao mesmo tempo que certo assessor sénior republicano do Senado aponta o diagnóstico de COVID-19 de Trump como o prego no caixão, considerando que está tudo acabado para as esperanças do partido de defender a sua maioria.

Ao contrário daquela minha conhecida do café – foi a minha perceção, claro está –, que ali estava com o marido, eu sinto um fantástico alívio com uma derrota de Trump, O Bronco, embora deseje que Biden e Kamala consigam trazer ao mundo calma, distensão profunda e passos seguros na construção da paz e da defesa do Planeta e dos povos mais carenciados. E por isso termino com estas palavras: oxalá os republicanos percam em toda a linha, porque será uma lição para a Extrema-Direita no mundo.

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