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Direito a resposta e retificação: “Estações de Anilhagem de Esforço Constante em Trás-os-Montes”

Direito a resposta e retificação solicitado por José Jambas na sequência da publicação da notícia "Palombar instala primeira Estação de Anilhagem de Esforço Constante em Trás-os-Montes". Lei da Imprensa, Lei nº 2/99, Secção I. Direitos de resposta e de rectificação. Ao abrigo do nº 2 do Artigo 24º.

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Nos últimos dias foi publicada uma notícia que refere a instalação da primeira Estação de Anilhagem de Esforço Constante em Trás-os-Montes. Esta notícia não refere a verdade, uma vez que na localidade de Atenor, concelho de Miranda do Douro, em pleno Planalto Mirandês existe uma Estação de Esforço Constante denominada como Estação de Anilhagem do Douro Internacional, que funciona ininterruptamente há dez anos e conta com um total de mais de 4.157 aves anilhadas, e com recapturas de aves anilhadas provenientes de diferentes países europeus, como por exemplo Bélgica e Inglaterra. Entre 2010 e 2016 esta estação de anilhagem foi coordenada pelo anilhador credenciado Frederico Freitas Lobo (Técnico do ICNF), e a partir de 2016 até ao presente pelo técnico José Jambas da empresa Oriolus, Ambiente Ecoturismo Lda, também este anilhador credenciado.

Não compreendemos este engano por parte da Associação PALOMBAR uma vez que a Estação de Anilhagem do Douro Internacional sempre esteve aberta a quem quisesse participar, e que diferentes técnicos da referida Associação foram convidados pessoalmente tendo um deles estado presente em várias sessões.

As Estações de Anilhagem de Esforço Constante têm como principal objetivo perceber as dinâmicas populacionais das aves. Estas estações podem ser divididas em dois tipos: as FIXAS e as FLEXÍVEIS. No caso das Estações FIXAS, a anilhagem é realizada apenas durante o período reprodutor das aves, entre 25 de março e 22 de julho. No caso das Estações FLEXÍVEIS o período de funcionamento não apresenta restrições quanto à periodicidade e época do ano em que se realiza a anilhagem, podendo funcionar todo o ano e em qualquer época do ano.

A Estação de Anilhagem do Douro Internacional tem feito incidir o seu trabalho de anilhagem na época de migração outonal das aves, procurando desta forma capturar e marcar o maior número possível de aves migradoras que podem posteriormente ser recapturadas noutras zonas de Portugal e do Mundo, para que assim possamos determinar rotas de migração. O mesmo se aplica às aves que se capturaram na Estação e que já tinham sido anilhadas noutros países europeus como a Bélgica e Inglaterra.

Entre as aves capturadas durante estes 10 anos de atividade destacam-se a toutinegra-de-bigodes (Sylvia cantillans) com mais de 690 indivíduos anilhados, a felosa-musical (Phylloscopus trochilus) com mais de 450 aves anilhadas, o papa-moscas-comum (Ficedula hypoleuca) com mais de 350 indivíduos anilhados e ainda a toutinegra-das-figueiras (Sylvia borin) com mais de 290 indivíduos anilhados. Com exceção dos indivíduos de felosa-musical que serão aves em passagem (migração), as outras três espécies são nidificantes em Portugal e na região, e que partem no Outono para invernar noutros países mais a sul.

A Estação de Anilhagem do Douro Internacional é o local onde possivelmente mais toutinegras-de-bigode foram anilhadas ao longo destes últimos dez anos.

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Fonte desta notícia: Direito de resposta e retificação de José Jambas à notícia "Palombar instala primeira Estação de Anilhagem de Esforço Constante em Trás-os-Montes"

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