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Desenvolvido estudo sobre terapêutica para o glioblastoma

O trabalho espera também elucidar os mecanismos que fazem com que a inibição deste recetor reduza a proliferação e migração das células. Será avaliado o envolvimento deste recetor na regulação de outras características destas células.

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Uma investigação que está a ser desenvolvida na Universidade da Beira Interior (UBI) procura encontrar novas abordagens terapêuticas para o glioblastoma (GBM), um tumor que surge na medula espinhal ou no cérebro, afetando o Sistema Nervoso Central. O estudo, liderado por Cecília Santos, do Centro de Investigação em Ciências da Saúde (CICS-UBI), conta ainda com os contributos de elementos da mesma Unidade, Isabel Gonçalves, José Cascalheira e Sílvia Socorro.

Com a designação de “Investigação sobre o papel do recetor glicosensor T1R3 nas características do glioblastoma (STARvE)”, o trabalho tem um carácter pioneiro por estudar pela primeira vez na biologia do cancro o recetor T1R3, existente em células de vários órgãos do corpo humano, avaliando in vitro o seu potencial como alvo terapêutico para o tratamento do GBM.

“O projeto tem um forte potencial ao nível da transferência de conhecimento, pois estamos perante a identificação de um alvo terapêutico potencial para um tipo de cancro do cérebro ainda sem cura. Além disso, o projeto permitirá avanços significativos no conhecimento atual sobre neurooncologia e oncometabolismo”, explica a investigadora principal, Cecília Santos.

De acordo com a investigadora do CICS-UBI, espera-se que o STARVE “consolide dados preliminares obtidos com linhas celulares de glioblastoma, que a inibição deste recetor reduz o número de células proliferativas e a sua migração, através da análise de um número maior de linhas celulares e amostras humanas de tumores”.

O trabalho espera também elucidar os mecanismos que fazem com que a inibição deste recetor reduza a proliferação e migração das células. Será avaliado o envolvimento deste recetor na regulação de outras características destas células que determinam a sua forte capacidade invasiva, como a angiogénese, resistência à apoptose e invasão, e a reprogramação metabólica.

A importância do STARvE valeu a Cecília Santos uma Bolsa de Investigação em Oncologia Dr. Rocha Alves, no valor de 10.000 euros, atribuída pela Liga Portuguesa Contra o Cancro (Núcleo da Região Centro). Tem a duração de um ano, terminando em 2023.

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Fonte desta notícia: Universidade da Beira Interior

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