Informativo Digital de Trás-os-Montes e Alto Douro

Descoberto alvo terapêutico para combater a sarcoidose

O estudo identificou um novo mecanismo molecular na base da inflamação com granulomas (nódulos ou tumores) na sarcoidose e abre possibilidades de tratamento alternativas às praticadas atualmente.

335

Publicidade

logo

Um estudo coordenado pelo Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Escola de Medicina da Universidade do Minho identificou novas possibilidades para o tratamento da sarcoidose, uma doença inflamatória que afeta principalmente os pulmões.

O trabalho da equipa coordenada por Agostinho Carvalho, que inclui o colega Relber Gonçales como primeiro autor, foi agora publicado no “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”, uma referência mundial em medicina respiratória. O artigo conta ainda com cientistas de Portugal, Itália, Brasil, Países Baixos, Áustria e EUA.

O estudo identificou um novo mecanismo molecular na base da inflamação com granulomas (nódulos ou tumores) na sarcoidose e abre possibilidades de tratamento alternativas às praticadas atualmente. A proteína PTX3, uma importante molécula do sistema imunitário inato, está na base do mecanismo agora identificado e pode representar uma terapia “mais direcionada de forma a controlar a progressão da sarcoidose, nomeadamente a formação de granulomas”, explica Agostinho Carvalho.

A equipa demonstrou que a PTX3 consegue inibir processos moleculares na base da ativação e recrutamento de células imunitárias com capacidade de formar granulomas, revelando assim uma ligação até agora desconhecida entre a imunidade inata humoral e a regulação dessa inflamação.

A sarcoidose é caracterizada pelo crescimento anormal de pequenos aglomerados de células inflamatórias (granulomas) e provoca a inflamação dos órgãos afetados, podendo inclusive comprometer a sua função. Relber Gonçales acrescenta que “os maiores beneficiários deste estudo serão os doentes com sarcoidose, mas possivelmente também os de outras doenças inflamatórias”.

O trabalho, que contou com a participação de colaboradores do Hospital de São João, teve início em 2015 e avança brevemente para ensaios clínicos.

Publicidade

Fonte desta notícia: Universidade do Minho

Este website usa cookies que permitem melhorar a sua experiência na internet. Pode aceitar ou recusar a utilização desta tecnologia Aceito Política de Privacidade