Informativo Digital de Trás-os-Montes e Alto Douro

Crise iminente na ligação aérea: Município de Bragança exige soluções urgentes ao Governo

Até o momento, nenhum concurso público foi anunciado, e a operadora atual, responsável pela ligação, já declarou que não manterá o serviço após o término do contrato se não houver uma renovação. Esta ligação aérea é crucial para a coesão territorial e o desenvolvimento socioeconómico das áreas afetadas, sendo a subvenção pública um fator vital para a promoção da necessária coesão territorial e económica.

731

Publicidade

Com o contrato de exploração da linha aérea entre Bragança, Vila Real, Viseu, Cascais e Portimão a expirar em 28 de fevereiro de 2024, a falta de ação do Governo Português para lançar um novo concurso público para a concessão desta ligação aérea está a preocupar a Câmara Municipal de Bragança, que na sua última reunião tomou uma posição pública que remeteu a várias autoridades, entre elas o presidente da República e Primeiro-ministro.

Até o momento, nenhum concurso público foi anunciado, e a operadora atual, responsável pela ligação, já declarou que não manterá o serviço após o término do contrato se não houver uma renovação. Esta ligação aérea é crucial para a coesão territorial e o desenvolvimento socioeconómico das áreas afetadas, sendo a subvenção pública um fator vital para a promoção da necessária coesão territorial e económica.

No ano de 2023, a ligação aérea transportou cerca de 13 mil passageiros, com uma taxa de ocupação de 75%, indicando uma crescente procura por parte dos utilizadores. Esta rota desempenha um papel significativo na conectividade das regiões, facilitando o acesso e promovendo o desenvolvimento local.

Considera também a tomada de posição da Câmara de Bragança que a situação é ainda mais preocupante diante da recente exclusão, por parte do Governo, da ligação de alta velocidade Porto-Madrid, via Trás-os-Montes, do mapa ferroviário da rede transeuropeia, afetando negativamente o Nordeste Transmontano.

“Os cidadãos das regiões afetadas, especialmente do Distrito de Bragança, exigem uma ação imediata do Governo”, sublinha a autarquia. “A falta de planeamento, responsabilidade e interesse demonstrados até agora levanta sérias preocupações sobre a disposição do governo em atender às necessidades das populações locais”.

Diante dessa crise iminente, a Câmara de Bragança exige do Governo a apresentação imediata de soluções concretas e objetivas que garantam a continuidade da ligação aérea após o término do contrato em 28 de fevereiro de 2024.

Publicidade

Fonte desta notícia: Município de Bragança