Informativo Digital de Trás-os-Montes e Alto Douro

Conversa da Treta

Em primeiro lugar, já se percebeu que Rui Rio, olhado o poder à distância de uns votos, nunca recusará o apoio do Chega!, como se pôde ver nos Açores, e como continua a perceber-se de quanto pôde já ver-se até aqui nos debates.

231

Costuma dizer-se, por via de um velho ditado popular digno de registo, que no melhor pano cai a nódoa. Precisamente o que se deu com essa ideia da treta, posta a correr por um jovem brilhante, como é o caso do académico Pedro Adão e Silva. E se o Pedro se determinou a lançar uma tal ideia da treta, de pronto António Saraiva a agarrou com as duas mãos. Portanto, voltemos a olhar esta fabulosa ideia da treta.

Em primeiro lugar, já se percebeu que Rui Rio, olhado o poder à distância de uns votos, nunca recusará o apoio do Chega!, como se pôde ver nos Açores, e como continua a perceber-se de quanto pôde já ver-se até aqui nos debates.

Em segundo lugar, Pedro Adão e Silva veio com a inenarrável ideia de o PS apoiar o PSD se este partido tiver que, para chegar ao poder, negociar com o Chega!. Ou seja: Pedro Adão e Silva admite que o PSD, afinal, tem como valores um punhado que se carateriza como uma variável aleatória.

E, em terceiro lugar, Pedro defende que, num tal quadro, o PS deve apoiar o PSD!! Ou seja: ou o PS apoia o PSD, ou este, democraticamente, virar-se-á para o Chega!.

Ora, a serem assim as coisas, o PSD ficaria em roda livre, porque ou o PS o apoiaria, e fosse no que fosse, ou o PSD jogaria, em alternativa, com o Chega!. Bom, caro leitor, é agora simples perceber o imediato apoio de António Saraiva a esta ideia da treta, lamentavelmente posta a correr pelo jovem brilhante, que é Pedro Adão e Silva.

Eu até poderia compreender uma tal ideia se ela proviesse, por exemplo, de Sérgio Sousa Pinto, ou de Francisco Assis, ou de Maria de Belém, ou de Luís Amado, ou de Álvaro Beleza, ou de Pedro Norton, mas ser Pedro Adão e Silva a lançá-la, bom, mostra o completo alheamento dos riscos que uma tal ideia comporta. É uma ideia da treta, mas assaz perigosa, porque coloca o PS sob a batuta política do PSD: ou PS aceita, ou o PSD joga com o Chega!. É caso para que gritemos: éu quér’ápláudirr!

Publicidade

Este website usa cookies que permitem melhorar a sua experiência na internet. Pode aceitar ou recusar a utilização desta tecnologia Aceito Política de Privacidade