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Constante Histórica

De um modo completamente singular, o Papa Francisco recordou que o bombardeamento de 19 de julho de 1943, realizado pela Força Aérea dos Estados Unidos, causou mais de 3 000 mortos em Roma, arrasando áreas inteiras da cidade. Lamentavelmente, este tipo de tragédias ainda hoje tem lugar, embora o que se noticiando e vendo esteja a anos-luz daquela cifra numérica.

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Na mais recente oração do Angelus, na Praça de São Pedro, o Papa Francisco recordou que nesse dia se completavam 80 anos sobre o bombardeamento de alguns bairros de Roma, durante a Segunda Guerra Mundial, lamentando que estas tragédias ainda se repitam. Um desses bairros foi o de San Lorenzo, onde tantas pessoas acabaram por se sentir fortemente perturbadas.

De um modo completamente singular, o Papa Francisco recordou que o bombardeamento de 19 de julho de 1943, realizado pela Força Aérea dos Estados Unidos, causou mais de 3 000 mortos em Roma, arrasando áreas inteiras da cidade. Lamentavelmente, este tipo de tragédias ainda hoje tem lugar, embora o que se noticiando e vendo esteja a anos-luz daquela cifra numérica.

Com a cultura que se sabe ser apanágio de um Pontífice, Francisco terá de saber que a História da Humanidade é, muito maioritariamente, a História da Guerra. Basta recordar o caso da Segunda Guerra Mundial, tema sobre que existem obras em profusão, mas, invariavelmente, sobre as batalhas que nela se desenrolaram. Em contrapartida, sobre a construção da Paz ao final da guerra editou-se imensamente menos. E sobre a construção da nova ordem mundial, política e económica, dela derivada, também a literatura escasseia, mormente em língua portuguesa.

Tomei hoje conhecimento de que o cardeal Matteo Zuppi, enviado especial do Papa Francisco, se vai deslocar aos Estados Unidos, depois de ter visitado Kiev e Moscovo, a fim de tentar abrir uma via de diálogo para a Paz, procurando também mediar o regresso das crianças ucranianas da Rússia para a Ucrânia e suas famílias, aqui num sentido muito amplo. Tenho que ter fé num possível resultado que possa conseguir-se.

Por fim, uma nota simples: aparentemente, o conflito é entre a Federação Russa e a Ucrânia, mas a verdade é que o cardeal também vai aos…Estados Unidos. E a verdade é simplesmente esta: o presente conflito é entre os Estados Unidos e a Federação Russa, mas com a Ucrânia na posição de instrumento de combate do primeiro. Um tema sobre que tive a oportunidade de escrever, salientando que só se chegou à invasão da Ucrânia porque para tal as posições dos Estados Unidos impuseram essa tentativa de solução à Federação Russa. Foi um erro, porventura desagradável para o Presidente Vladimir Putin e para a Federação Russa, mas continuar tudo como se vinha movimentando levaria a um resultado similar para os russos. É que os Senhores do Mundo – os Estados Unidos – querem continuar nessa posição seja lá como for. E, tal como em tempos referi ao meu falecido amigo Luís Paulo Tomé do Val, eles farão tudo o que for preciso para assim se manterem, incluindo o recurso ao nuclear. Aliás, já o fizeram, e até acabaram por receber a mais subserviente amizade dos herdeiros das vítimas, logo a começar por Hiroito.

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