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Como venho tendo razão

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Carlos d'Abreu

Carlos d’Abreu, raiano do Douro Transmontano (1961), Geógrafo…

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quando afirmo que a peste
é aliada do despótico poder
pois a muita gente ouço desejar
o regresso à normalidade…

Nor-ma-li-da-de!

Alguns inocentes e outros incautos
não reflectem sobre o significado
dessa palavra e o que ela implica

Eu não quero a normalidade
porque ela tem sido injustiça
tem sido sinónimo de desigualdade

Eu desejo a anormalidade
por discordar da normalidade de hoje
desejo um mundo sem governantes
exploradores repressores e tutores
um mundo sem “traficantes de medo”
que democraticamente nos querem vergar

Desejo que o vírus até há pouco novo
que tanto amedronta e priva
contribua para a mudança social

Aspiro a que as restrições
os condicionamentos e as reclusões
forçadas nos incitem a pensar

E que essas privações
e tomadas de consciência
da vulnerabilidade da vida
num esgotado planeta
nos permita reconstruir
a vida sem mordaças
visíveis ou invisíveis
materiais ou virtuais

Recusemos a focinheira
que os focinhudos
dos políticos partidários
nos querem impôr
agora duplamente

Nós não precisamos
de esconder a cara
porque nós somos povo
somos a gente verdadeira
a gente selvagem que recusa
a coleira e o açaimo

Somos a multidão
que recusa a servidão

Queremos que a normalidade
seja sinónimo de Liberdade!

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