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Comboios poderão regressar a Barca d’Alva e à Linha do Tua

0 estudo recomenda a abertura do troço da Linha do Douro entre Pocinho e Barca d’Alva, estimando-se um impacto económico positivo que poderá chegar aos 84,2 milhões de euros, a que acresce a criação de 4724 empregos.

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Um estudo divulgado hoje em Freixo de Espada à Cinta considera viável a reabertura do troço da Linha do Douro entre Pocinho e Barca d’Alva. O investimento previsto para este projecto é de cerca de 75 milhões de euros, mas o mesmo terá fortes repercussões na mobilidade, qualidade ambiental, redução da sinistralidade e no incremento da actividade turística naquela zona fronteiriça.

O estudo de viabilidade económica da reabilitação da Ligação Ferroviária Pocinho/Barca d’Alva, foi produzido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e defende que “o projeto é rentável do ponto de vista económico, com os benefícios económicos, sociais e ambientais a superarem os custos”.

O trabalho foi apresentado hoje em Freixo de Espada à Cinta, com a presença do ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, e da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.

0 estudo recomenda a abertura do troço da Linha do Douro entre Pocinho e Barca d’Alva, estimando-se um impacto económico positivo que poderá chegar aos 84,2 milhões de euros, a que acresce a criação de 4724 empregos.

Pedro Nuno Santos afirmou ainda que está a trabalhar numa solução para resolver os problemas associados ao Plano de Mobilidade do Tua, um projeto que resultou das contrapartidas associadas à construção da barragem de Foz Tua, mas que ainda não foi concretizado. “Nós estamos a trabalhar para encontrar uma solução para viabilizar a linha do Tua e é esse o trabalho que nós faremos com muito afinco”, afirmou hoje o ministro em Freixo de Espada à Cinta, à margem da cerimónia de apresentação do estudo de viabilidade económica da reabilitação da Ligação Ferroviária Pocinho/Barca d’Alva.

Temos de encontrar uma solução para a linha do Tua e por isso iremos trabalhar em conjunto com o Ministério da Coesão Territorial e os municípios para encontramos um modelo de operacionalidade, viabilidade e rentabilidade“.

Segundo o ministro, “há uma questão que tem de ser resolvida”, garantido que os dois ministérios irão trabalhar sobre essa questão, sem concretizar o conteúdo da mesma.

Após a conclusão da barragem, a concretização no terreno do Plano de Mobilidade do Tua transformou-se num autêntico imbróglio com repercussões negativas de grande magnitude para o território formado pelos concelhos de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor.

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