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CIT vai receber ilustrações da artista Sónia Borges

O trabalho de Sónia Borges caracteriza-se pelo uso da linha preta da caneta pilot 0,4, que lhe permite o detalhe e a delicadeza no desenho, mas cada projeto pede uma técnica própria e assim surge o café quando trabalha as árvores, o lápis de cor quando explora o simbolismo da cor, ou a tinta para conseguir manchas e texturas.

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O CIT – Centro de Interpretação do Território, em Sambade, concelho de Alfândega da Fé, prepara-se para receber a Exposição “Sónia Borges, um caminho pela ilustração” a partir do próximo dia 14 de setembro.

Nesta mostra de 40 obras da artista natural de Mirandela, vão estar patentes ilustrações de diversas exposições e projetos que contaram com a participação de Sónia Borges, incluindo ilustrações de livros.

O trabalho de Sónia Borges caracteriza-se pelo uso da linha preta da caneta pilot 0,4, que lhe permite o detalhe e a delicadeza no desenho, mas cada projeto pede uma técnica própria e assim surge o café quando trabalha as árvores, o lápis de cor quando explora o simbolismo da cor, ou a tinta para conseguir manchas e texturas.

A ilustração da Sónia Borges é um convite a uma viagem interior, que poderá ser percorrida de 14 de setembro a 10 de dezembro no CIT, com entrada livre.

Sobre a artista Sónia Borges

Ilustradora freelancer nasceu em Mirandela em 1981, vive e trabalha no Porto, desde que frequentou o curso de Pintura da Faculdade de Belas Artes de 1999 a 2004.

Desde 2008 publicou vários livros, começando com “A Menina Triste” (2008) e “O Riscas” (2010), ambos escritos e ilustrados por si, editados pela Trinta-por-uma-linha. Da mesma editora, ilustrou outros livros com textos de outros autores. Em 2017 ilustrou para o Brasil o “Vermelho de dar dó”, escrito por Cristiano Gouveia e depois em 2019 “O que é que o crocodilo come ao meio-dia?” escrito pela Clara Haddad, editado pela Fábrica das Histórias em Portugal e pela Telos Editora no Brasil. O último livro que ilustrou foi editado em 2021 pela Leya com texto de Alex Rodrigues: “A Cantarinha de Pinela”.

Tem feito várias exposições destacando-se “Em Gaveta” de 2017 no Pára, Porto; “Teimosia de Tentar” de 2018, na CRU Galeria, Porto; “Raízes” de 2017/18, no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros; “Permutação” de 2019 no Gallery Hostel, Porto e “A Caminho” de 2022 na Galeria do Mercado, Mirandela.

Participou e desenvolveu outros projetos como murais e montras (Mirandela e Porto), o Mapa do Porto, Where is Mister M? – uma personagem que viaja pelo mundo de mão em mão, CASAhome – um projeto concebido e desenvolvido por si à volta do que a casa é para cada um, envolvendo a participação da comunidade e de artistas convidados; e por fim destaca-se também o Fora da Caixa – um projeto de sensibilização da Saúde Mental da Associação Matiz (Mirandela) e da DGS.

Ilustrou também rótulos de produtos como os da Valle das Corujas (mel e azeite), o vinho Bal da Madre, o Fora da Lei ou as chávenas do Louvre Michaelense em parceria com a Vista Alegre; as folhas de família GCD …

para o Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves até 2020 e ilustrou para as revistas “Park” (2013), a “Vida de Mercado” (2021) e “Notícias APCOR” (2022).

Ainda muitas são as histórias por ilustrar e projetos a concretizar, acreditando que o livro enquanto objeto, a ilustração e a escrita são alimento essencial, para que crianças e adultos aumentem a criatividade, a imaginação, o conhecimento, o sentido crítico, os horizontes e nunca deixem de sonhar.

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Fonte desta notícia: Município de Alfândega da Fé