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CCDR-Norte diz que classificação de Património Mundial do Douro “não é varinha de condão e precisa de políticas públicas”

ice-Presidente Célia Ramos interveio esta quarta-feira no âmbito da Semana Europeia das Cidades e Regiões.

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A Vice-Presidente da CCDR-NORTE, Célia Ramos, defendeu esta quarta-feira que a classificação do Douro como Património Mundial se trata de “um instrumento muito poderoso, um reconhecimento poderosíssimo, mas não é uma varinha mágica, de condão”, e que deve ser “acompanhado de políticas públicas, também elas fortes, que valorizem e promovam o bem”. As declarações foram feitas durante a participação no workshop “A Europa na preservação de um Sítio Património Mundial: 20 anos do Douro na UNESCO”.

Esta sessão online, promovida pela CCDR-NORTE, no âmbito da Semana Europeia das Cidades e Regiões 2022, que decorre até quinta-feira em Bruxelas e é organizada pela Comissão Europeia e pelo Comité das Regiões, contou com 90 inscritos. Os oradores foram Célia Ramos, Vice-Presidente da CCDR-NORTE, Clara Cabral, da Comissão Portuguesa da UNESCO e Dirk Niepoort, empresário do Douro.

Ainda durante a sessão, Célia Ramos confirmou o avanço de um grupo de trabalho para reflexão e discussão do novo ciclo de políticas comunitárias, nacionais e regionais que agora arranca, assim como a preparação de medidas de otimização da gestão, salvaguarda e valorização do Douro Vinhateiro Património Mundial.

Os oradores identificaram alguns dos principais desafios na gestão do Douro enquanto Sítio Património Mundial, como a sua extensão e diversidade, o facto de constituir-se como espaço vivo, em evolução, e o facto de não possuir fronteiras físicas como possuem os monumentos comuns. Desta especificidade resulta a necessidade e oportunidade de adotar novos zonamentos nas áreas de planeamento e salvaguarda de modo a diferenciar realidades e respostas à medida.

Outras necessidades enunciadas passaram pela melhoria da remuneração dos serviços rurais para tornar sustentáveis as práticas económicas da Região; pelas respostas das culturais agrárias aos impactos das alterações climáticas e o avanço criterioso dos planos de gestão da água; e o envolvimento das comunidades locais nas dinâmicas de desenvolvimento.

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Fonte desta notícia: CCDR-Norte

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