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BE questiona Governo sobre encerramento do bloco de partos no Hospital de Bragança

O Bloco de Esquerda pretende saber se o Governo tem conhecimento da situação e se para assegurar o normal funcionamento e escalas de trabalho do serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Bloco de partos do Hospital de Bragança, quantos médicos, enfermeiros, auxiliares seriam necessários.

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O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre o encerramento do serviço de ginecologia/obstetrícia e do bloco de patos no Hospital de Bragança.

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste emitiu um comunicado dando nota que o bloco de partos e o serviço de Ginecologia e Obstetrícia está encerrado desde as 00h00 do dia 13 de setembro, terça-feira, até às 08h00 de sexta-feira, dia 16 de setembro, segundo o comunicado, o encerramento é motivado pela baixa médica de uma especialista do serviço.

A ULS do Nordeste refere que as utentes do serviço nacional de saúde que recorram à urgência deste serviço “serão orientadas, após observação médica para a unidade hospitalar de referência”, ou seja, as utentes serão encaminhadas para a unidade hospitalar de Vila Real do Centro Hospital de Trás-os-Montes e Alto Douro.

A área de abrangência da ULS do Nordeste é o distrito de Bragança, com 14 centros de saúde, 15 Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados e 9 Unidades de Cuidados na Comunidade, divididos por 12 concelhos e prestando serviços a mais de 130 mil utentes. A ULS do Nordeste regista no seu quadro de pessoal perto de 2000 trabalhadores.

O encerramento do serviço de Ginecologia e Obstetrícia e do bloco de partos do Hospital de Bragança configura um caso grave, que não poderia acontecer e que carece de medidas estruturais urgentes para garantir que não volta a repetir-se. Não se pode aceitar que um hospital com a dimensão e diferenciação do Hospital de Bragança possa ter a o serviço de ginecologia/obstetrícia e o bloco de partos encerrado, deslocando as utentes para o hospital de Vila Real. A distância entre o Hospital de Bragança e do Vila Real é de 117 km, uma distância muito grande, que tem mais impacto para a população dos concelhos raianos, como por exemplo Freixo Espada a Cinta, Vinhais ou Miranda do Douro. Em alguns casos as utentes terão de percorrer mais de 150 km para poderem ser atendidas os seus cuidados de saúde.

Mesmo que se trate de uma situação absolutamente pontual, o Bloco de Esquerda considera que é imprescindível averiguar como foi possível chegar a este ponto bem como quais as medidas que estão a ser implementadas para assegurar que tal não volta a acontecer.

O Bloco de Esquerda pretende saber se o Governo tem conhecimento da situação e se para assegurar o normal funcionamento e escalas de trabalho do serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Bloco de partos do Hospital de Bragança, quantos médicos, enfermeiros, auxiliares seriam necessários.

Por último, os deputados e as deputadas do Bloco querem saber que medidas irão ser implementadas para garantir que esta situação não se repita.

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Fonte desta notícia: Bloco de Esquerda

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