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Balcão Móvel passa a levar medicamentos e bens essenciais à população de Macedo de Cavaleiros

Os munícipes interessados devem dirigir-se ao seu presidente de Junta ou União de Freguesia dando conta dos bens essenciais e medicamentos de que precisa, de forma a concentrar neste a listagem de todas as necessidades da freguesia.

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O Município de Macedo de Cavaleiros decidiu reativar o Balcão Móvel em moldes diferentes, passando este a entregar bens de primeira necessidade e medicamentos nas freguesias do concelho, de modo a evitar deslocações das populações, e em especial dos grupos de risco. “Estamos convictos de que esta decisão contribui para a mitigação desta pandemia e para a defesa da saúde dos Macedenses”, assegura o presidente da autarquia, Benjamim Rodrigues, que decretou ainda o encerramento da maioria dos serviços municipais.

A decisão foi tomada durante o fim-de-semana, após uma reunião dos dirigentes municipais que decretou medidas de contingência adicionais no concelho. “Temos noção de que a vida não pode parar, pelo que a autarquia decidiu reativar o Balcão Móvel em moldes diferentes”, diz Benjamim Rodrigues. Enquanto se justificar face ao estado de alerta em que o País se encontra, “a carrinha do Balcão Móvel irá levar às freguesias bens de primeira necessidade e medicamentos, conforme as necessidades apresentadas por cada munícipe. Pretendemos assim evitar deslocações dispensáveis, sobretudo em populações mais idosas e, por isso, de maior risco”, frisa.

Os munícipes interessados devem dirigir-se ao seu presidente de Junta ou União de Freguesia dando conta dos bens essenciais e medicamentos de que precisa, de forma a concentrar neste a listagem de todas as necessidades da freguesia. “As listagens serão posteriormente comunicadas à câmara que irá elaborar a rota de distribuição em função das solicitações”, adianta o autarca.

Na mesma reunião, com efeitos imediatos, e por despacho do presidente da câmara, foi decretado o encerramento total dos serviços municipais, à exceção dos considerados essenciais e indispensáveis ao normal funcionamento da Câmara Municipal, da cidade e do concelho. Foi também decidido o encerramento dos Parques Infantis Municipais e dos equipamentos Sanitários Municipais. O encerramento destas estruturas junta-se a outras já fechadas na passada semana, designadamente as Piscinas Municipais, o Pavilhão Municipal, o Estádio Municipal, o Centro Cultural e a Unidade Móvel de Saúde.

Para já, mas dependente de constante reavaliação, ficam apenas a funcionar o serviço de telefone nos Paços do Concelho, o Setor de Inclusão e Habitação Social, a Secção de Contabilidade, o Setor de Tesouraria, o Setor de Limpeza das Instalações, o Setor de Água, Saneamento e Resíduos Urbanos, o Setor de Cemitérios, o Setor de Limpeza Urbana, a Secção de Recursos Humanos e o Gabinete de Sistemas de Informação e Comunicação.

Não obstante não existirem registos de cidadãos infetados no nosso concelho, a verdade é que a evolução epidemiológica do COVID-19 tem aumentado a cada dia que passa, não se prevendo ainda o seu fim”, justifica Benjamim Rodrigues.

O autarca explica que, atendendo ao estado de alerta nacional, bem como as medidas diárias que o Governo da República vem tomando neste sentido, “estas medidas foram tomadas com o objetivo de salvaguardar e acautelar a saúde dos trabalhadores municipais, bem como de todos aqueles com quem diariamente contactam”.

Benjamim Rodrigues adianta que os trabalhadores em funções nos serviços essenciais, quando não seja possível o recurso ao teletrabalho, vão trabalhar em sistema de rotatividade e/ou desfasamento de horários de trabalho. Os restantes trabalhadores são temporariamente dispensados do dever de assiduidade e pontualidade, devendo evitar deslocações e o contacto social e ficando obrigados a permanecer nas suas residências para evitar focos de contágio. “Estas medidas salvaguardam o direito à totalidade das remunerações dos trabalhadores, com exceção do subsídio de refeição”, explica o presidente da autarquia. Salientando que o despacho tem efeitos imediatos e vigora por tempo indeterminado, sendo reavaliado sempre que se justifique.

Benjamim Rodrigues frisa que “vivemos tempos difíceis, em que é pedido a cada um de nós um esforço adicional para promover um isolamento social que contribua de forma ativa para o combate à propagação da Infeção por SARS-CoV-2 (COVID-19)”. “Estamos convictos que, com o esforço de todos, será possível mitigar este surto pandémico e, com a maior brevidade possível, regressar à normalidade das nossas vidas”.

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