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As autárquicas

Dizem os livros de estratégia, e mostra a experiência, que a estratégia a adotar deve ser a adequada a conseguir a vitória e a derrotar o adversário. Pois, neste caso das eleições autárquicas não devem restar dúvidas, porque a estratégia que deve ser seguida pelo PS e pelos partidos da Esquerda só será correta se prosseguir pelo tal caminho que está a ser esboçado pela Direita e pela Extrema-Direita.

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Está já em movimento a preparação, nas suas linhas estratégicas, das eleições autárquicas que se aproximam. Como seria de esperar, a Direita e a Extrema-Direita estão já a insistir na tecla da unidade nas suas áreas, com a finalidade de se conseguirem listas conjuntas que possam aumentar o respetivo potencial de vitória. Bom, é uma atitude que tem tanto de inteligente como de desesperado.

Dizem os livros de estratégia, e mostra a experiência, que a estratégia a adotar deve ser a adequada a conseguir a vitória e a derrotar o adversário. Pois, neste caso das eleições autárquicas não devem restar dúvidas, porque a estratégia que deve ser seguida pelo PS e pelos partidos da Esquerda só será correta se prosseguir pelo tal caminho que está a ser esboçado pela Direita e pela Extrema-Direita.

Infelizmente, desde a iniciativa de Jorge Sampaio na autarquia lisboeta, listas de coligação foi ideia que não mais voltou a ser posta em prática. Todavia, mais vale tarde que nunca, olhando as garantidas vantagens de coligações daquele tipo, ao menos, nas capitais de distrito, e mesmo nas grandes cidades do País. Se o interesse em materializar programas que sirvam melhor os munícipes for o guião principal, aquele é o melhor caminho: anula a iniciativa da Direita e da Extrema-Direita, e acabará por materializar-se numa estratégia de vitória.

Lamentavelmente, o PS e os partidos da Esquerda sempre se determinaram a desunir-se, com a Direita a acabar por reinar. No fundo, uma atitude política que quase levou aqueles setores políticos à anulação por todo o mundo. Uma triste sina. Em todo o caso e entre nós, o surgimento da Geringonça, contra ventos e marés, mostrou uma capacidade deveras singular dos nossos socialistas democráticos e dos partidos da Esquerda, que assim conseguiram servir muito melhor a generalidade dos portugueses. A receita, portanto, é simples: prossigam na solução, mas agora no domínio autárquico. Lembrem-se dos portugueses.

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