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Ao cuidado da esquerda

Seria como ouro sobre azul que o PS e os partidos da Esquerda, de parceria com o PAN e o Livre, se determinassem a, desta vez, não minimizar esta recente iniciativa de unidade à Direita, antecâmara da que se lhe seguirá nas legislativas, aqui já com o apoio, de modo novo ou à açoriana, do Chega!.

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O dia de ontem veio mostrar que a Esquerda tem de estar atenta ao que se está a passar no seio da sociedade portuguesa, mas também que as eleições autárquicas estão à vista, impondo-se olhá-las à luz da iniciativa de que os portugueses tanto gostaram e que tão bons resultados lhes trouxe: a Geringonça. E tudo isto também tendo em conta que o Chega! anda por aí e já parece ir onde se vai estimando, e que a Direita não perde o seu tempo, tentando, também aqui, no Continente, repetir o cenário açoriano: tentar ganhar autarquias onde puder, de preferência em coligação com o moribundo CDS, mas aproveitando sempre um qualquer apoio do Chega!, se tal se mostrar necessário para poder alardear vitória nas autárquicas.

Compreende-se que o CDS de Rodrigues dos Santos precise de um apoio que o salve da morte já bem visível, sendo que o PSD só tem vantagens em mostrar aos eleitorados que o CDS, afinal, está ali, num conjunto que pode ser o início de uma alternativa nas legislativas. O problema, claro está, é o Chega!. E também o facto de não ser assim tão simples conseguir vantagens nas pequenas autarquias. Porém, nas grandes cidades – Lisboa, Porto, Coimbra, Viana do Castelo, Aveiro, Gaia, Setúbal, Braga, Castelo Branco, Faro, etc. – a situação é diferente, porque mesmo reduzido a uma pequena marca política, sempre o CDS pode ajudar, por via da Regra de Hondt, a conseguir ganhar as câmaras em causa.

Seria como ouro sobre azul que o PS e os partidos da Esquerda, de parceria com o PAN e o Livre, se determinassem a, desta vez, não minimizar esta recente iniciativa de unidade à Direita, antecâmara da que se lhe seguirá nas legislativas, aqui já com o apoio, de modo novo ou à açoriana, do Chega!. Seria uma iniciativa claramente ligada ao espírito da Geringonça, que Jorge Sampaio, há já umas décadas, teve a coragem de aplicar em Lisboa e com enormíssimo êxito. Mas será a Esquerda capaz de se unir, a fim de evitar que a subida dos grandes interesses ao poder venha a prejudicar gravemente os portugueses, mormente por via da destruição do Estado Social? Bom, esperamos para ver.

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