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“Ah, vã glória…”, poema de Carlos d’Abreu

Poemário, rúbrica de Carlos d’Abreu, raiano do Douro Transmontano (1961), Geógrafo (USAL/UC), Arqueólogo (UP/USAL) e Historiador (UPT/USAL), colaborador do Centro de Literatura Portuguesa (UC); investigador, poeta (e diseur), antologista e tradutor; conta com várias publicações nestas áreas.

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Ah, vã glória…

Já lhe não basta
o nome do civil
para se afirmar
e parecer ainda mais vil

precisa ter casta
por isso o adjectiva
qualifica e determina
se viscondessa ou barão
malata ou cabrão
mas isso é passado!

O homem moderno
porque inovador
criou novas rimas:

Presidente,           Doutor
Engenheiro,         Administrador
Comandante,       Director
Chefe e                   (sub-repticiamente) Ditador

Mas nunca olvidar               do EX.MO SENHOR!
……………………….[por vezes ainda Comendador]

Carlos d’Abreu

Ah, vã glória...
Poemário de Carlos d'Abreu
Ah, vã glória...Poemário de Carlos d'Abreu
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“Ah, vã glória…”, integra o livro de poesia “[des(en)]cantos e (alguns) gritos“, de Carlos d’Abreu, editado em 2017 sob a chancela da editora Lema d’Origem. Um poema em lembrança da passagem do comboio no sítio de Vale de Ferreiros.

A narratividade dos poemas, associada ao tom coloquial, constitui outro traço distintivo da poética do autor. Muitos dos carmes, em todos os andamentos, evocam as narrativas mágicas e imemoráveis que vão passando de geração em geração. Esta narratividade, coadjuvada pelo ritmo rápido e cadenciado da quadra, predetermina a atenção do leitor para a reflexão e a procura de ‘novos sentidos e possibilidades’”.

Do prólogo de Norberto Veiga

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