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Água e Azeite

Como se sabe, Joe Biden prepara-se para ser informado sobre a investigação às origens da COVID-19, pedida pelo próprio no final de maio. Acontece que a Reuters, citando fontes conhecedoras do relatório, refere que o mesmo corrobora que o vírus se espalhou, naturalmente, entre animais, aumentando a suspeita de um acidente de laboratório.

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Nunca duvidei do modo politicamente trapaceiro dos democratas norte-americanos. Por ser esta a realidade, sempre os velhos soviéticos preferiram republicanos àqueles. E basta olhar o que se passou com Donald Trump e olhar o que está já a ver-se com Joe Biden, para se perceber que ambos martelam a tecla de sempre: America First. Trump era brutal e mesmo bronco, mas Biden é cínico e dúplice. Biden é, indiscutivelmente, uma espécie de tudo em nada.

Esta minha entrada prende-se com o surgimento do novo coronavívus. Naturalmente, Donald Trump, tal como Barack Obama, percebeu que a China estava prestes a ultrapassar os Estados Unidos no jogo cujas regras haviam sido impostas, precisamente, por estes. Simplesmente, a dívida dos Estados Unidos perante a China é simplesmente de um outro mundo! Usualmente, tem de ser paga. Todavia, pode não vir a sê-lo, se, por artes mágicas, o Ocidente se vir arrastado pelo seu líder supremo – os Estados Unidos – para uma guerra em nome de razões cuja verdade aparente seja desenvolvida junto das pessoas do mundo pela designada comunicação social livre. Basta reparar na reação ao caso dos Skripal e no seu antónimo em face de Jamal Kashoggi.

É à luz deste modelo explicativo que interpreto a saída dos militares dos Estados Unidos do Afeganistão, sendo conveniente perceber como, num ápice, todos os restantes Estados – e como eles estavam em bicos de pés…– que ali tinham militares logo puseram pés a caminho de casa. Tenho para mim, como certo, que os Estados Unidos, naturalmente pela mão dos democratas, se preparam para provocar um novo conflito em larga escala, sobretudo com a China, mas também com a Rússia. Enfim, temos que esperar.

Ora, num dia destes, o Diretor dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos veio salientar o que se sabe desde há muito: o vírus SARS-Cov-2 não tem as marcas de ter sido criado intencionalmente por humanos. Mas logo salientou esta evidência: não se pode colocar de parte a hipótese de ter saído acidentalmente de um laboratório em Wuhan. Em todo o caso, já não referiu que também constitui uma outra possibilidade a de ter o vírus ser levado para a China em outubro, na altura em que tiveram lugar os Jogos Militares Mundiais, por via de um militar norte-americano infetado. Naturalmente, na democrática América, o senhor nunca poderia admitir uma tal hipótese, porque seria o fim da sua carreira.

Como se sabe, Joe Biden prepara-se para ser informado sobre a investigação às origens da COVID-19, pedida pelo próprio no final de maio. Acontece que a Reuters, citando fontes conhecedoras do relatório, refere que o mesmo corrobora que o vírus se espalhou, naturalmente, entre animais, aumentando a suspeita de um acidente de laboratório. Bom, no mínimo é uma conclusão estranha, porque mistura coisas sem relação aparente.

Também o chefe da missão da ONU em Wuhan referiu já que o paciente zero terá sido uma pessoa que estava a recolher amostras de coronavírus em morcegos. É uma explicação interessante, porque retirando qualquer carga criminal, atira para a responsabilidade cível chinesa o que se passou: teria sido, deste modo, na China que tudo começou… Ou seja: a China, deste modo, teria de pagar as consequências do que se tem passado no mundo por via do perdão da dívida do outro mundo dos Estados Unidos…

Hoje, já não custa perceber que o caso do novo coronavírus ser proveniente de uma fuga de um laboratório de Wuhan é mais uma parte da grande estratégia dos Estados Unidos, tentando confrontar a China em face desta os ter ultrapassado no mundo. A própria Organização Mundial de saúde, que tão maltratada foi por Donald Trump e seus companheiros, depois de quase aparentar um apoio às explicações chinesas, já hoje também vai ao encontro da grande estratégia dos Estados Unidos.

É essencial que se compreenda que neste tema não há independência no juízo de quanto está em jogo, uma vez que as instituições e suas comissões são sempre ocidentais e lideradas por ocidentais, espaço onde quem dá o tom são os Estados Unidos. Caminhamos para a guerra…

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