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A tal Democracia de referência…

Hoje, Trump já se deu conta de que será quase certo que não venha a ser reeleito. E tem, aqui, dois caminhos. Um, é criar um conflito internacional, de molde a invocar que os Estados Unidos estão a ser atacados, po-dendo, assim, prescindir da autorização do Congresso para ir para a guerra contra o inventado agressor.

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Há muito se percebeu que a designada democracia norte-americana – de facto, uma plutocracia – poderá vir a ser posta em causa pela ação de Donald Trump. De resto, se, para mal do mundo, vier a ser reeleito, a Constituição dos Estados Unidos será modificada, em ordem a que Trump possa perpetuar-se no poder e para que venha a dispor, constitucionalmente, do poder total.

Ele mesmo, num diálogo com os jornalistas na Casa Branca, teve já a oportunidade de expor que o seu poder – o poder do Presidente dos Estados Unidos – é total. E é, objetivamente, a realidade. De resto, esta foi a realidade de sempre, apenas condicionada pelos ares políticos do tempo e pelas caraterísticas de quem estivesse a exercer a presidência.

Hoje, Trump já se deu conta de que será quase certo que não venha a ser reeleito. E tem, aqui, dois caminhos. Um, é criar um conflito internacional, de molde a invocar que os Estados Unidos estão a ser atacados, po-dendo, assim, prescindir da autorização do Congresso para ir para a guerra contra o inventado agressor. Tenho para mim que Trump terá a loucura que se requer para uma tal decisão, mas talvez exista um outro caminho.

Uma outra via é adiar as eleições, para tal invocando a pandemia, com os inventados riscos que tal compor-tará para a lisura das eleições. Parece ser este o caminho agora trazido a público, através do Twitter: o voto a distância vai fazer destas as eleições mais imprecisas e fraudulentas da História. É o que lhe convém dizer, claro está.

O grande problema de Donald Trump tem um nome: democracia. Há muito se percebeu que, para lá de racista, ele só aceita a democracia, com eleições livres, se souber que das mesmas sairá vencedor. E o que a cada dia lhe chega é que Joe Biden lhe leva, e por toda a parte, uma larga vantagem. De modo que Trump vive simplesmente apavorado.

Como tantas vezes venho dizendo, Donald Trump constitui o maior perigo para os povos do mundo, para a liberdade geral e para a manutenção da própria paz. E o que hoje se pode já perceber à saciedade é que o tal sistema norte-americano de pesos e contrapesos simplesmente não funciona. E não funciona porque nunca existiu, de facto. O que foi, sim, foi praticado, tenho existido momentos de grande perigo para a liber-dade nos Estados Unidos e no mundo. Basta recordar Curtis LeMay, Barry Goldwater, John Edgar Hoover, etc..

Ao contrário do normalmente repetido à saciedade, os Estados Unidos, como muito bem expôs o líder espiri-tual do Irão, levaram a guerra e a pobreza aos mais diversos povos do mundo, exploraram as riquezas das suas terras, e foram sempre declarando a guerra com a maior facilidade, como há um tempo atrás tão bem nos referiu Luís Costa Ribas. Eles foram sempre o verdadeiro Eixo do Mal no mundo. Não são – não foram nunca – a grande referência democrática no mundo, como Germano Almeida, ao menos por duas vezes, repetiu no Noticiário da RTP 2, pelas 21.30.

É interessante que o leitor se dê conta do modo como os políticos europeus atacam Maduro, mesmo o poder cubano, mas lá vão fechando os olhos perante Trump. É a democracia europeia em movimento. De resto, esta nem se chega a dar conta da Polónia e da Hungria… E o mesmo se dá com o Papa Francisco, com o seu silêncio tonitruante em face do que está a passar-se nos Estados Unidos. Um tema sobre que convém recordar João Paulo II em face do comunismo…

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